terça-feira, 6 de julho de 2010

Ministros discutem em Brasília comércio Brasil-Argentina

Os ministros da Agricultura do Brasil, Wagner Rossi, e da Argentina, Julián Dominguez, demonstraram hoje disposição em promover com mais força o comércio entre os países. Há um mês, Rossi esteve no país vizinho buscando aproximação. Dominguez retribuiu a visita hoje, trazendo com ele 40 pessoas, entre empresários, políticos, pesquisadores e técnicos. A expectativa dos ministros é a de que o setor privado possa avançar mais em reuniões que estão sendo realizadas hoje entre os dois países. Há negociações nas áreas de lácteos, vinícola, trigo, milho, peras e maçãs, que são considerados setores onde há possibilidade imediata de cooperação.
"Está se abrindo um diálogo que antes não era tão fácil e organizado", disse Rossi. Isso porque, de acordo com ele, às vezes há conflitos de interesses e competição entre empresários dos dois países. "Mas há possibilidade concreta de trabalharmos juntos, em cooperação." Para o ministro brasileiro, mais do que uma combinação entre os dois países há possibilidade de integração conjunta para formar uma política comum em relação a outros grupos de nações. "Se estivermos juntos em comercialização de soja, superaremos os Estados Unidos, em 10, 15 milhões de toneladas", exemplificou. Apesar do número apresentado, os titulares das pastas explicam que a união não contará com metas comerciais preestabelecidas em um primeiro momento. "Estamos criando condições para que, no futuro, haja", disse.
Dominguez salientou que o momento é propício para a busca de novos mercados. "Queremos participar dessa empreitada brasileira na África Rússia, China... O Brasil tem sido líder nessa empreitada", avaliou. "O Brasil é grande player e queremos estar juntos", acrescentou.
Rossi afirmou que o episódio entre Brasil e Argentina, em maio, limitando o comércio entre os dois países está superado. Na ocasião, empresários brasileiros queixaram-se de boicote de compra de seus produtos pelos vizinhos, em especial, alimentos. "É verdade que alguns empresários específicos se sentem contrariados pelo que acham que pode ser uma barreira branca. É preciso que saibam que as palavras dos presidentes (Lula e Cristina Kirchner) sãos mais importantes do que futricas de mercado", disse Rossi.
Fonte - Economia e Negócios

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