
Amorim participou da oitava edição da conferência anual do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês), que acontece em Genebra.
O ministro insistiu que o Brasil está convencido de que a controvérsia sobre o programa nuclear iraniano pode ser resolvida através de negociação.
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse que após o fim do Ramadã retomaria as conversas, mas não designou uma data.
Amorim se mostrou decepcionado pelo trato feito entre Irã, Brasil e Turquia ter sido ignorado.
"O acordo falava de quantidade, tempo e lugar. Além disso, fizemos o que nos foi pedido e ficamos muito decepcionados por não ter sido usado", acrescentou.
Em maio, Brasil e Turquia fecharam um acordo com o Irã para a troca de urânio pouco enriquecido por combustível nuclear, mas o Conselho de Segurança da ONU, três semanas depois, aprovou novas sanções contra o país.
"Até na Guerra Fria existia diálogo entre Estados Unidos e União Soviética, não entendo porque neste caso o diálogo não é possível", concluiu.
O Irã se mantém firme com a comunidade internacional ao rejeitar suspender o enriquecimento de urânio, material de uso militar e civil.
A comunidade internacional, especialmente Israel e Estados Unidos, não aprova o programa nuclear iraniano porque teme que o país tente fabricar armas nucleares
Fonte - EFE
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