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domingo, 29 de agosto de 2010

Correa diz que reatará relacionamento, pelo "Bem dos Povos"

O presidente do Equador, Rafael Correa, insistiu hoje que retomará os vínculos com a Colômbia "pelo bem de nossos países e de nossos povos", dando seguimento à aproximação iniciada no ano passado após a ruptura dos laços, em 2008.
O mandatário assinalou que o restabelecimento será realizado com "a dignidade, a justiça, a soberania e o respeito", e reconheceu a abertura da administração de Juan Manuel Santos, que substituiu Álvaro Uribe (2006-2010) no dia 7 de agosto.
"Os augúrios do novo governo são muito positivos", comentou Correa, que rompeu vínculos com a nação vizinha depois do ataque do Exército colombiano contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano, em 1º de março de 2008 -- ação que resultou na morte de 26 pessoas.
O presidente também falou sobre os discos rígidos dos computadores apreendidos na ação contra a guerrilha, que foram entregues ao Equador assim que Santos assumiu o Executivo, respondendo a uma solicitação várias vezes reiterada por aquele governo.
"Estão sendo investigados para ver quem é quem", comentou Correa. "Graças a esse computador, foi feita uma campanha mundial para nos vincular às Farc, para justificar o bombardeio", completou ele.
"Nos acusaram de ser cúmplices para justificar um bombardeio absolutamente ilegal, desleal e injusto", acrescentou, referindo-se às informações ventiladas na época pela gestão de Uribe, de que nos arquivos estariam provas do suposto envolvimento das Farc com Equador e Venezuela, suspeita que é repudiada por ambas nações.
"O que fazemos pelo conflito colombiano não faz ninguém. Somos o país com a maior quantidade de refugiados colombianos que vieram em busca de asilo", declarou Correa.
O equatoriano compareceu à posse de Santos, em uma atitude lida como uma declaração de intenções favorável à aproximação. Dois dias antes da cerimônia, no entanto, ele comentou que jamais esqueceria que o colombiano, que em março de 2008 era ministro da Defesa, foi quem "ordenou a operação" contra o acampamento das Farc "e que em um momento dado até se orgulhou disso".
Fonte - ANSA

Correa avaliará no Haiti avanço de compromissos da UNASUL

O presidente do Equador e presidente pró témpore da União de Nações Sul-americanas (UNASUL), Rafael Correa, confirmou hoje que viajará na próxima segunda-feira ao Haiti para avaliar o avanço da ajuda a essa nação devastada por um terremoto.
Em sua habitual prestação de contas sabatina aos cidadãos por corrente radiotelevisiva, desta vez de Borbón, pequeno povoado costeiro da província Esmeraldas e assentamento ritual de afrodescendentes, Correa destacou a necessária ajuda à nação caribenha.
Por causa do terremoto que açoitou o Haiti no dia 12 de janeiro deste ano, os presidentes sul-americanos reunidos em Quito acordaram em fevereiro passado desenhar estratégias para iniciar a reconstrução dessa nação caribenha segundo as prioridades do governo haitiano.
Temos mais de 70 membros do Corpo de Engenheiros equatorianos construindo estradas no Haiti e é uma grande ajuda porque dissemos ao presidente haitiano, René Preval, que os utilize segundo suas prioridades para reforçar a segurança alimentar, afirmou Correa.
"Que satisfatório é ser solidário. No meio de nossa pobreza estamos apoiando na tragédia", agregou e explicou que a ajuda equatoriana não é condicionada, pois o Governo haitiano tem total liberdade de fazer uso do pessoal.
"Nós colocamos o pessoal e a maquinaria e dissemos ao presidente René Preval que considere essa unidade do Corpo de Engenheiros do Exército equatoriano como seu novo Ministério de Obras Públicas para lhes dizer onde ir trabalhar", assinalou Correa.
Também anunciou que entre os dias 6 e 9 de setembro próximo viajará ao Japão e à Coréia do Sul para cumprir uma visita de Estado. Na Coréia do Sul -adiantou- existe interesse de investir na Refinaria do Pacífico, que se construirá proximamente na zona de Manta, província de Manabí.
Fonte - Prensa Latina

domingo, 25 de julho de 2010

Equador ameaça nacionalizar campos de petróleo

O presidente do Equador, Rafael Correa, disse que publicará no Diário Oficial, na segunda-feira, mudanças na atual Lei de Hidrocarbonetos, com o objetivo de permitir a nacionalização dos campos de petróleo onde as empresas descumprirem as leis nacionais - entre elas a Petrobras.
Correa explicou que a medida é uma resposta à demora dos parlamentares equatorianos em aprovarem as mudanças necessárias na lei.
A Assembleia Nacional foi convocada para uma sessão especial no domingo para abordar o assunto, que está na pauta como "urgência econômica". Segundo a legislação equatoriana, se o congresso não cumprir o prazo estabelecido, o presidente pode, por contra própria, estabelecer as alterações.
Rafael Correa, que enviou o projeto ao Legislativo, para tramitação urgente, no final de junho, acusou a oposição de obstruir as votações. O prazo terminou às 12h de sexta-feira. O presidente foi enfático:
- Com esta lei, a petroleira que não cumprir as políticas do estado terão seus campos nacionalizados e sairão do país.
O projeto de lei implementa um modelo contratual de prestação de serviços, em que o Estado mantém a propriedade de todo o petróleo e paga aos serviços prestados pelas empresas.
Nos contratos anteriores, o óleo extraído era dividido entre o Estado e empresas privadas de petróleo. Foi concedido um prazo de 120 dias para mudar os contratos.
A nova lei também estabelece que 12% dos lucros das empresas deve ser implementado em projetos que beneficiem as áreas onde elas operam.
Fonte - Globo

Presidente boliviano pede cúpula emergencial da Unasul

O presidente da Bolívia, Evo Morales, apresentou neste sábado a convocação de uma cúpula de emergência do bloco Unasul, com objetivo de buscar soluções para o conflito que surgiu nesta semana entre Colômbia e Venezuela.
O presidente indígena, que alertou estar a região à beira de uma guerra por conta de políticas pró-Estados Unidos do presidente colombiano, Álvaro Uribe, disse que a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) tinha a capacidade para encontrar uma saída pacífica para a situação.
"Quero (...) pedir ao presidente interino da Unasul, ao presidente (equatoriano Rafael) Correa, que convoque emergencialmente os 12 presidentes da Unasul, e que sejamos nós que resolvamos este problema entre a Colômbia e a Venezuela", disse Morales em discurso na região produtora de coca das Yungas.
"Quer-se gerar um confronto bélico e não podemos permiti-lo, nem como Bolívia nem como presidentes da Unasul (...), jamais os povos da América do Sul podem permitir uma guerra entre irmãos vizinhos, dos países da Unasul como Colômbia e Venezuela", acrescentou Morales.
Em seu discuros transmitido ao vivo pela televisão estatal, o presidente boliviano reafirmou sua aliança com o venezuelano Hugo Chávez e com outros líderes esquerdistas da América Latina, e expressou otimismo diante da mudança de governo que ocorrerá no dia 7 de agosto na Colômbia. "Sabemos quais interesses tem o presidente da Colômbia, que amanhã, depois de amanhã se irá. Eu tenho muita confiança de que o novo presidente da Colômbia (Juan Manuel Santos) evitará qualquer conflito com a Venezuela", afirmou.
Morales acrescentou que a atual situação "não é culpa do povo colombiano, só alguns presidentes da Colômbia tontamente se submetem aos Estados Unidos para provocar guerra, em uma estratégia do império norte-americano com seu instrumento, que é o capitalismo."
Fonte - Reuters

sábado, 24 de julho de 2010

Unasul mediará crise entre Venezuela e Colômbia - Néstor Kirchner, secretário-geral do órgão, encontrará Chávez, Uribe e Santos

Rafael Correa, presidente temporário da União das Nações Sul-americanas (Unasul), disse nesta sexta-feira que convocará "o mais rápido possível" uma reunião de chefes de Estado da organização para mediar a crise.
O secretário-geral da organização, Néstor Kirchner, vai se encontrar na Venezuela com o presidente Hugo Chávez e na Colômbia com Alvaro Uribe e o mandatário eleito, Juan Manuel Santos. Kirchner mediará a crise bilateral entre os dois países.
O ex-presidente da Argentina se reunirá com Chávez no dia 5 de agosto em Caracas e, no dia seguinte, viajará à Colômbia, onde participará da cerimônia de posse de Santos, prevista para o dia 7 de agosto.
Fontes ligadas a Kirchner disseram que desde a quinta-feira ele se manteve "permanentemente no telefone com o presidente do Equador, Rafael Correa, com o do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e com outros líderes da região a fim de coordenar ações para resolver rapidamente a grave crise na qual os dois países estão se envolvendo."
Fonte - Agencia Estado

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Presidente do Equador participará da posse de Santos na Colômbia

O presidente do Equador, Rafael Correa, disse nesta quarta-feira que participará da posse de Juan Manuel Santos como presidente da Colômbia, em agosto, num sinal de que Quito pretende recuperar as relações com o país vizinho.
Os laços entre Bogotá e nações com governos de esquerda na região foram abalados nos últimos anos, em parte devido às operações contra as guerrilhas colombianas no Equador e o uso das bases militares da Colômbia por forças dos Estados Unidos que combatem narcotraficantes.
Em declarações à agência estatal de notícias Andes, Correa anunciou que aceitou o convite para participar da cerimônia de Santos. "Participaremos com prazer", disse o mandatário equatoriano. Em 2008, o Equador suspendeu as relações diplomáticas com a Colômbia após um ataque deste país a um campo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano. Os laços, contudo, foram restabelecidos parcialmente em novembro.
As tensões voltaram a aumentar em junho após um jornal equatoriano ter publicado acusações de que a Colômbia espiou Correa e outras autoridades importantes. Correa ameaçou romper novamente as relações caso as denúncias fossem comprovadas, mas amenizou o tom em seguida. Fonte - Reuters

terça-feira, 20 de julho de 2010

Correa deseja ir á posse de Santos

O governo do Equador reiterou hoje o desejo de Rafael Correa em estar presente na cerimônia de posse do presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, que assumirá o governo no próximo dia 7.
"A princípio esperamos que o presidente possa ir à posse. Existe a vontade para fazê-lo", afirmou o chanceler Ricardo Patiño ao canal de TV Ecuavisa.
Patiño disse que a chancelaria espera apenas um convite pessoal ao mandatário. Até o momento, o Ministério das Relações Exteriores do Equador recebeu uma circular padrão, que foi enviada a todos os chefes de Estado e de Governo.
De acordo com o ministro, a presença de Correa seria um gesto de Quito para demonstrar que o país quer restabelecer por completo as relações com Bogotá. O Equador rompeu os laços diplomáticos com a nação vizinha em março de 2008, após militares colombianos lançarem um ataque em território equatoriano.
A ofensiva ocorreu contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e derrubou o então número dois da guerrilha, Raúl Reyes. Após a ação, o Equador chegou a expulsar o embaixador colombiano Carlos Holguín de seu país. As relações foram retomadas parcialmente em novembro de 2009, com a posse de encarregados de negócios.
As recentes denúncias de espionagem por parte da inteligência colombiana contra as principais autoridades equatorianas, publicadas no jornal El Universo de Guayaquil aumentaram as tensões.
Segundo Patiño, as supostas escutas são graves como o bombardeio, mas "Angostura é comprovado, esta denúncia, não". Angostura é a cidade equatoriana bombardeada pelos militares colombianos e o nome pelo qual ficou conhecida a crise diplomática entre os dois países em 2008.
Fonte - ANSA

domingo, 18 de julho de 2010

Equador terá zona de desenvolvimento e de conexão com Manaus, diz Correa

A cidade litorânea de Manta, no oeste do Equador, se transformará em uma "zona especial de desenvolvimento" e fará parte de um eixo multimodal que a unirá a Manaus, afirmou neste sábado o presidente equatoriano, Rafael Correa.
O líder explicou que se aproveitará a grande infraestrutura em portos, estradas e aeroportos de Manta para explorar ao máximo suas potencialidades de investimentos, por ser uma porta de entrada e saída da bacia do oceano Pacífico.
"Estamos buscando sócios estratégicos para o porto de Manta", acrescentou Correa, após explicar que na zona será aplicada uma estratégia tributária especial para atrair investimentos, orientada ao desenvolvimento industrial, mas também à geração de emprego e a transferência de tecnologia.
O eixo Manta-Manaus é um projeto ambicioso de infraestrutura que unirá o Equador com o Brasil pela Amazônia, através de aeroportos, estradas e vias fluviais.
Correa destacou os avanços nos estudos do projeto e na busca de investimentos e ressaltou as vantagens que suporá a zona especial de desenvolvimento em Manta.
Fonte - EFE

sábado, 17 de julho de 2010

Equador rechaça volta de Honduras à OEA

O presidente do Equador, Rafael Correa, rechaçou a possível revogação da suspensão de Honduras na Organização dos Estados Americanos (OEA), durante uma conversa na última quinta-feira (15) com o secretário-geral da entidade, José Miguel Insulza.
"Para o Equador não é aceitável o retorno de Honduras à OEA enquanto não haja uma clara sanção ou início de julgamento contra os responsáveis pelo golpe" de Estado realizado em junho do ano passado, informou o chanceler do país, Ricardo Patiño, após o encontro.
O golpe -- motivo da suspensão do país centro-americano junto ao organismo -- depôs o então mandatário Manuel Zelaya, dando início a um regime de facto que posteriormente convocou eleições, das quais saiu vencedor Porfirio Lobo. O resultado do pleito até hoje não é reconhecido por parte da comunidade internacional.
"Acreditamos que é um péssimo precedente para a democracia no hemisfério, que seja dado um golpe de Estado em um país e sejam organizadas eleições nos meses seguintes, como se nada tivesse acontecido", assinalou Patiño.
"Parece que existem pressões de alguns países, não posso dizer quais, para esquecer o problema do golpe de Estado. E isso é algo que não pode ser esquecido", indicou ainda o ministro das Relações Exteriores equatoriano.
A próxima assembleia geral da OEA está marcada para ocorrer em 30 de julho, e nela os países-membros receberão o informe da Comissão da Verdade que investiga as mortes e torturas de civis durante e logo após a ação que derrubou Zelaya.
De sua parte, Insulza declarou, antes de se encontrar com Correa, que "o tema que está em discussão é a recuperação plena de Honduras ao sistema de integração centro-americano, que vai ser debatido pelos presidentes centro-americanos na próxima semana".
Fonte - DCI

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Odebrecht pode voltar a operar no Equador, diz Correa

O presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou que a construtora brasileira Odebrecht, expulsa por ele em setembro de 2008, poderá voltar a operar no país depois que as controvérsias que o Governo mantinha com a companhia foram solucionadas.
O presidente disse que o acordo supõe "uma derrota total da Odebrecht e uma vitória total do país", porque a brasileira "reconheceu todas as incidências, condicionamentos" e pagamentos que o Equador exigiu.
Em setembro de 2008, Correa ordenou a expulsão do país da construtora após não chegar a um acordo para a reparação da fábrica hidroelétrica San Francisco, que apresentou problemas estruturais.
A execução dessa obra, adjudicada a Odebrecht em 2007, foi financiada com um crédito de US$ 286,8 milhões outorgado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que o Equador impugnou por supostas irregularidades em sua contratação.
A Odebrecht se comprometeu a realizar os investimentos necessários para assegurar o funcionamento pleno e a longo prazo da central hidroelétrica San Francisco.
A construtora também efetuará as obras necessárias para o funcionamento da central por cinco anos e a reparação das obras civis, além de realizar um pagamento transacional pelas paralisações da central , entre outros.
Odebrecht deve fornecer ainda o suporte técnico e capacitação dos técnicos da Hidropastaza para a operação e manutenção da central San Francisco pelo prazo de 30 meses.
Fonte - EFE

domingo, 11 de julho de 2010

Venezuela e Equador ampliam cooperação

Venezuela e Equador estreitam as relações bilaterais com a ampliação de seus projetos conjuntos perfilados para a complementariedade nos âmbitos econômico e social em meio de realizar esforços por impulsionar a integração regional.
A criação do complexo Petroquímico do Pacífico na costa equatoriana, integrado por uma refinaria e várias plantas industriais, sobressaem entre os acordos assinados aqui durante o oitavo encontro presidencial Quito-Caracas nesta semana.
Outro dos eixos centrais das conversas foi a conformação da Petrosur, como ponta de lança para a unidade entre as nações da área e mecanismo para atingir a independência energética.
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, e seu par equatoriano, Rafael Correa, analisaram também temas relacionados com os programas promovidos pela Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALVA), bem como a colaboração nos setores educativo, cultural e da saúde.
No contexto do diálogo binacional realizou-se a primeira operação financeira entre os dois países através do SUCRE (Sistema Único de Compensação Regional).
Com a venda a mais de cinco mil toneladas de arroz por essa via, Equador converteu-se em um dos primeiros países em utilizar esse inovador sistema, eixo para a construção de uma arquitetura financeira diferente na região. Anteriormente fizeram-no Cuba e Venezuela.
Correa e Chávez sustentam encontros periódicos para revisar os avanços de projetos conjuntos dentro da agenda de estratégia comum que abarca as esferas vitais como a soberania energética, alimentícia, produtiva, financeira e comercial, bem como segurança e defesa.
O encontro presidencial esteve precedido pelas comemorações do 5 de julho, Dia da Declaração de Independência de Venezuela.
Ambos presidentes renderam honras à heroína quitenha Manuela Sáenz no Panteão Nacional, onde agora repousam seus restos simbólicos, junto ao sepulcro do Libertador Simón Bolívar.
Fonte - Prensa Latina

Equador pede que empresas financeiras vendam sua participação na mídia

O presidente do Equador, Rafael Correa, deu um prazo até outubro para que as empresas financeiras no país vendam sua participação no setor de mídia, afirmando que banqueiros devem ser banqueiros, não jornalistas.
A declaração, feita durante o programa semanal na TV do presidente, foi feita quando o Congresso está prestes a debater uma medida criando um órgão supervisor para assegurar que jornalistas de meios impressos e eletrônicos são verdadeiros e razoáveis.
Banqueiros, dediquem-se aos bancos, disse Correa.Vocês têm até outubro para vender sua participação na mídia. Vocês serão banqueiros ou jornalistas. Não podem ser os dois.
Fonte - Folha online

domingo, 4 de julho de 2010

Equador decide aceitar versão da Colombia sobre escutas

O presidente do Equador, Rafael Correa, reiterou hoje que aceita a versão oficial do governo colombiano, que afirmou que o equatoriano não foi alvo de espionagem por parte do Departamento Administrativo de Segurança (DAS, serviço secreto da Colômbia).
As autoridades locais continuarão a investigação, mas os equatorianos já "aceitamos a postura oficial do governo colombiano e o restabelecimento das relações continua em andamento", disse Correa à emissora Brisas TV.
Há cerca de uma semana, o jornal El Universo, de Guayaquil, publicou a versão de um agente colombiano que afirmou que o DAS interceptou os telefones de Correa e de pessoas próximas a ele, após o bombardeio ilegal realizado por Bogotá contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano, em 2008. A incursão militar, que deixou 26 mortos, ocasionou a ruptura dos laços diplomáticos entre as duas nações. A retomada das negociações bilaterais foi iniciada em novembro de 2009, quando foram designados os encarregados de negócios dos respectivos países.
Para Correa, a denúncia poderia ainda ter sido feita uma pessoa "ressentida" com a inteligência colombiana e que poderia dizer "qualquer barbaridade", como havia argumentado Álvaro Uribe, mandatário da nação vizinha, ao falar sobre o tema.
"Com esse já são vários os episódios nos quais pessoas mal intencionadas, provavelmente próximas ao DAS, querem, com informações que não correspondem à realidade, afetar o bom nome do governo e, neste caso, afetar as relações internacionais", disse Uribe na ocasião.
Na semana passada, o governo de Correa também pediu formalmente explicações. "Enviamos uma nota ao governo colombiano pedindo informação com relação às denúncias que desde o ano passado tínhamos e a informação que saiu em um meio de comunicação", confirmou o chanceler Ricardo Patiño na última quarta-feira.
Fonte - ANSA