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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Odebrecht pode voltar a operar no Equador, diz Correa

O presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou que a construtora brasileira Odebrecht, expulsa por ele em setembro de 2008, poderá voltar a operar no país depois que as controvérsias que o Governo mantinha com a companhia foram solucionadas.
O presidente disse que o acordo supõe "uma derrota total da Odebrecht e uma vitória total do país", porque a brasileira "reconheceu todas as incidências, condicionamentos" e pagamentos que o Equador exigiu.
Em setembro de 2008, Correa ordenou a expulsão do país da construtora após não chegar a um acordo para a reparação da fábrica hidroelétrica San Francisco, que apresentou problemas estruturais.
A execução dessa obra, adjudicada a Odebrecht em 2007, foi financiada com um crédito de US$ 286,8 milhões outorgado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que o Equador impugnou por supostas irregularidades em sua contratação.
A Odebrecht se comprometeu a realizar os investimentos necessários para assegurar o funcionamento pleno e a longo prazo da central hidroelétrica San Francisco.
A construtora também efetuará as obras necessárias para o funcionamento da central por cinco anos e a reparação das obras civis, além de realizar um pagamento transacional pelas paralisações da central , entre outros.
Odebrecht deve fornecer ainda o suporte técnico e capacitação dos técnicos da Hidropastaza para a operação e manutenção da central San Francisco pelo prazo de 30 meses.
Fonte - EFE

Odebrecht espera investir mais de US10 bilhões no Peru em 5 anos

A construtora brasileira Odebrecht prevê investir mais de 10 bilhões de dólares no Peru nos próximos cinco anos, principalmente em hidrelétricas que avalia financiar no mercado local, disse o diretor superintendente da unidade peruana, Jorge Barata.
Os planos de investimento da Odebrecht, que tem no Peru vários projetos, que vão desde os setores de energia e rodoviário até o portuário, são os mais ambiciosos de uma empresa estrangeira no país andino.
No Peru, "estamos falando nos próximos cinco anos (de investimentos de) mais de 10 bilhões de dólares", disse Barata à Reuters.
Segundo ele, a Odebrecht planeja construir três hidrelétricas no Peru -Chaglla, Cumba 4 e Chadin 2- com capacidades de geração de entre 400 e 825 megawatts.
A companhia já tem a concessão definitiva de Chaglla, que terá capacidade de 400 megawatts e exigirá um investimento de 900 milhões de dólares, explicou Barata.
Ele afirmou que para esse projeto, a empresa já está conversando com potenciais sócios estrangeiros que têm presença no Peru, mas não deu nomes.
A Odebrecht também recebeu a concessão provisória de Cumba 4, de 825 megawatts, e de Chadin 2, de 600 megawatts, e está na etapa de estudos de viabilidade.
Barata disse que o setor energético peruano tem um potencial elevado devido ao sólido crescimento econômico do país sul-americano.
Segundo analistas, a demanda de eletricidade cresce a um ritmo de 8 por cento ao ano no Peru, principalmente pela indústria de mineração, setor de grande importância para a economia do país.
"Há muito a fazer para abastecer o mercado local, o que estamos apostando justamente é desenvolver projetos que garantam isso antes de trabalhar para a exportação", disse Barata.
OLHOS NO MERCADO LOCAL
Para financiar os projetos em execução e os previstos, a companhia avalia emitir bônus e colocar na bolsa de Lima ações de algumas de suas unidades locais, disse o executivo.
"O setor de concessão de rodovias poderia, por exemplo, se agrupar e fazer uma abertura de capital".
Barata destacou que a possível saída ao mercado local "ainda é um plano, mas é muito provável devido aos níveis de investimentos que vamos precisar".
A Odebrecht também participa no Peru de um plano para a construção de um gasoduto de 3 bilhões de dólares e 1.045 quilômetros que levará o gás dos ricos campos de Camisea até a costa sul do país.
Outra sócia do projeto é a norte-americana Conduit Capital.
"Estamos entregando neste mês o estudo de impacto ambiental, que é um ponto muito importante", disse Barata.
"Estimamos que tudo estará pronto para começar as obras a partir de janeiro do próximo ano. O primeiro trecho que vamos fazer é o da floresta até Quillabamba, onde vamos instalar uma central termelétrica de mais ou menos 200 megawatts" que estaria pronta em julho de 2012, acrescentou.
No setor rodoviário, a empresa também deve entregar em novembro deste ano uma rodovia interoceânica que ligará o Peru e o Brasil.
A Petrobras, a construtora Andrade Gutierrez, as mineradoras Votorantim Metais e Vale e a siderúrgica Gerdau também operam no Peru.
Fonte - Reuters

sábado, 10 de julho de 2010

Acordo sobre hidrelétrica permite volta de Odebrecht ao Equador

O Equador afirmou nesta sexta-feira que chegou a um "acordo favorável" com a Norberto Odebrecht que permitirá à construtora brasileira reiniciar suas operações no país andino depois de ter sido expulsa em 2008 por descumprimento de contratos.
O presidente equatoriano, Rafael Correa, interrompeu os diálogos em 2008 com a empresa depois de não conseguir chegar a um acordo para a reparação da Central Hidrelétrica San Francisco, que foi construída pelo consórcio, mas que apresentou falhas estruturais, obrigando a suspensão de suas atividades.
"Foi estabelecido ... efetuar as obras necessárias para a Central San Francisco, garantir por 5 anos a reparação das obras civis, entregar duas rodas de reserva, realizar obras complementares", disse o ministro de Coordenação dos Setores Energéticos, Jorge Glas, à agência pública de notícias Andes.
"Este convênio reafirma as boas relações entre os governo do Equador e do Brasil e permitirá o reinício das operações da Odebrecht no Equador", acrescentou a notícia da agência.
Quando teve de deixar o país, a Odebrecht era responsável por três obras de grande magnitude, como a construção da hidrelétrica Toachi Pilatón, o projeto elétrico e de irrigação Baba e a reparação da Central Hidrelétrica San Francisco.
Fonte - Reuters