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sábado, 24 de julho de 2010

O chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, considerou hoje que houve "irresponsabilidade"

O chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, considerou hoje que houve "irresponsabilidade" por parte do governo colombiano, de Álvaro Uribe, ao apresentar a denúncia da suposta presença de guerrilheiros na Venezuela à Organização dos Estados Americanos (OEA).
Para o ministro das Relações Exteriores do Equador, foi incorreto "atirar uma bomba" e depois fechar a porta para "ver como as coisas se ajeitam" a duas semanas do fim do mandato, que terminará em 7 de agosto.
"Creio que houve irresponsabilidade por parte do embaixador da Colômbia na OEA ao fazer o que fez", declarou Patiño à rádio Quito, em referência ao diplomata Luis Alfonso Hoyos, que apresentou em seu discurso provas de que os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) estão em território venezuelano, ao mesmo tempo em que pediu uma investigação internacional.
Patiño também disse esperar que a atuação de Bogotá não tenha intenções "tão determinantes" que constituam "uma provocação" à região.
"Espero que não tenham tido instruções tão determinantes para fazer algo dessa natureza, mas me parece que é uma provocação finalmente à região", advertiu.
Já o ex-vice-presidente Blasco Peñaherrera Padilla, do governo de León Febres-Cordero (1984-1988), defendeu o ex-embaixador Francisco Proaño, que renunciou ao posto e à presidência do Conselho Permanente da OEA um dia antes da reunião. Na ocasião, ele declarou-se impossibilitado de satisfazer o pedido de Quito, para que fosse evitada a sessao extraordinária que terminou com o rompimento dos laços bilaterais.
"Não há dúvidas de que o presidente do Conselho Permanente não podia tomar a decisão de suspender a reunião", declarou Peñaherrera.
Por sua vez, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu que Colômbia e Venezuela resolvam suas diferenças "por meio do diálogo", afirmou uma declaração divulgada por seu porta-voz. "Ele pede moderação a todos os envolvidos para que a situação possa ser resolvida de forma pacífica", complementou um assessor do sul-coreano.
Fonte - ANSA Latina

sábado, 17 de julho de 2010

Equador rechaça volta de Honduras à OEA

O presidente do Equador, Rafael Correa, rechaçou a possível revogação da suspensão de Honduras na Organização dos Estados Americanos (OEA), durante uma conversa na última quinta-feira (15) com o secretário-geral da entidade, José Miguel Insulza.
"Para o Equador não é aceitável o retorno de Honduras à OEA enquanto não haja uma clara sanção ou início de julgamento contra os responsáveis pelo golpe" de Estado realizado em junho do ano passado, informou o chanceler do país, Ricardo Patiño, após o encontro.
O golpe -- motivo da suspensão do país centro-americano junto ao organismo -- depôs o então mandatário Manuel Zelaya, dando início a um regime de facto que posteriormente convocou eleições, das quais saiu vencedor Porfirio Lobo. O resultado do pleito até hoje não é reconhecido por parte da comunidade internacional.
"Acreditamos que é um péssimo precedente para a democracia no hemisfério, que seja dado um golpe de Estado em um país e sejam organizadas eleições nos meses seguintes, como se nada tivesse acontecido", assinalou Patiño.
"Parece que existem pressões de alguns países, não posso dizer quais, para esquecer o problema do golpe de Estado. E isso é algo que não pode ser esquecido", indicou ainda o ministro das Relações Exteriores equatoriano.
A próxima assembleia geral da OEA está marcada para ocorrer em 30 de julho, e nela os países-membros receberão o informe da Comissão da Verdade que investiga as mortes e torturas de civis durante e logo após a ação que derrubou Zelaya.
De sua parte, Insulza declarou, antes de se encontrar com Correa, que "o tema que está em discussão é a recuperação plena de Honduras ao sistema de integração centro-americano, que vai ser debatido pelos presidentes centro-americanos na próxima semana".
Fonte - DCI