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domingo, 29 de agosto de 2010

Correa diz que reatará relacionamento, pelo "Bem dos Povos"

O presidente do Equador, Rafael Correa, insistiu hoje que retomará os vínculos com a Colômbia "pelo bem de nossos países e de nossos povos", dando seguimento à aproximação iniciada no ano passado após a ruptura dos laços, em 2008.
O mandatário assinalou que o restabelecimento será realizado com "a dignidade, a justiça, a soberania e o respeito", e reconheceu a abertura da administração de Juan Manuel Santos, que substituiu Álvaro Uribe (2006-2010) no dia 7 de agosto.
"Os augúrios do novo governo são muito positivos", comentou Correa, que rompeu vínculos com a nação vizinha depois do ataque do Exército colombiano contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano, em 1º de março de 2008 -- ação que resultou na morte de 26 pessoas.
O presidente também falou sobre os discos rígidos dos computadores apreendidos na ação contra a guerrilha, que foram entregues ao Equador assim que Santos assumiu o Executivo, respondendo a uma solicitação várias vezes reiterada por aquele governo.
"Estão sendo investigados para ver quem é quem", comentou Correa. "Graças a esse computador, foi feita uma campanha mundial para nos vincular às Farc, para justificar o bombardeio", completou ele.
"Nos acusaram de ser cúmplices para justificar um bombardeio absolutamente ilegal, desleal e injusto", acrescentou, referindo-se às informações ventiladas na época pela gestão de Uribe, de que nos arquivos estariam provas do suposto envolvimento das Farc com Equador e Venezuela, suspeita que é repudiada por ambas nações.
"O que fazemos pelo conflito colombiano não faz ninguém. Somos o país com a maior quantidade de refugiados colombianos que vieram em busca de asilo", declarou Correa.
O equatoriano compareceu à posse de Santos, em uma atitude lida como uma declaração de intenções favorável à aproximação. Dois dias antes da cerimônia, no entanto, ele comentou que jamais esqueceria que o colombiano, que em março de 2008 era ministro da Defesa, foi quem "ordenou a operação" contra o acampamento das Farc "e que em um momento dado até se orgulhou disso".
Fonte - ANSA

Correa avaliará no Haiti avanço de compromissos da UNASUL

O presidente do Equador e presidente pró témpore da União de Nações Sul-americanas (UNASUL), Rafael Correa, confirmou hoje que viajará na próxima segunda-feira ao Haiti para avaliar o avanço da ajuda a essa nação devastada por um terremoto.
Em sua habitual prestação de contas sabatina aos cidadãos por corrente radiotelevisiva, desta vez de Borbón, pequeno povoado costeiro da província Esmeraldas e assentamento ritual de afrodescendentes, Correa destacou a necessária ajuda à nação caribenha.
Por causa do terremoto que açoitou o Haiti no dia 12 de janeiro deste ano, os presidentes sul-americanos reunidos em Quito acordaram em fevereiro passado desenhar estratégias para iniciar a reconstrução dessa nação caribenha segundo as prioridades do governo haitiano.
Temos mais de 70 membros do Corpo de Engenheiros equatorianos construindo estradas no Haiti e é uma grande ajuda porque dissemos ao presidente haitiano, René Preval, que os utilize segundo suas prioridades para reforçar a segurança alimentar, afirmou Correa.
"Que satisfatório é ser solidário. No meio de nossa pobreza estamos apoiando na tragédia", agregou e explicou que a ajuda equatoriana não é condicionada, pois o Governo haitiano tem total liberdade de fazer uso do pessoal.
"Nós colocamos o pessoal e a maquinaria e dissemos ao presidente René Preval que considere essa unidade do Corpo de Engenheiros do Exército equatoriano como seu novo Ministério de Obras Públicas para lhes dizer onde ir trabalhar", assinalou Correa.
Também anunciou que entre os dias 6 e 9 de setembro próximo viajará ao Japão e à Coréia do Sul para cumprir uma visita de Estado. Na Coréia do Sul -adiantou- existe interesse de investir na Refinaria do Pacífico, que se construirá proximamente na zona de Manta, província de Manabí.
Fonte - Prensa Latina

terça-feira, 27 de julho de 2010

Equador começará renegociação com petrolífera amanhã

O ministro de Recursos Não Renováveis do Equador, Wilson Pastor, afirmou que a renegociação dos contratos do país com as petrolíferas começará na terça-feira. Durante uma entrevista coletiva, ele disse que o governo entregará para as companhias nesta semana um modelo do contrato que será utilizado durante o processo.
A administração do presidente equatoriano, Rafael Correa, quer trocar os contratos atuais, que preveem a divisão da produção de petróleo e gás entre as empresas e o governo, por outros que transformarão essas empresas em prestadoras de serviços. Sob os novos termos, o país ficaria com toda a produção e pagaria às companhias pela extração desses produtos.
As negociações devem primeiro tratar de aspectos jurídicos e, posteriormente, dos pagamentos às petrolíferas. Segundo o governo equatoriano, se as empresas não quiserem aceitar os novos contratos, será determinado um preço para a liquidação dos contratos atuais, de forma a abrir caminho para que as companhias deixem o país.
No sábado, durante um pronunciamento semanal, Correa disse que o projeto de lei para o setor de hidrocarbonetos deve entrar em vigor automaticamente na terça-feira porque os congressistas não conseguiram cumprir o prazo estipulado para votar a proposta.
Correa enviou o projeto de lei em caráter de urgência à Assembleia Nacional em 25 de junho e deu um prazo de 30 dias para que ele fosse aprovado ou rejeitado. As leis do país permitem que o presidente oficialize medidas consideradas urgentes se o Congresso não cumprir o prazo de votação do projeto.
Fonte - Dow Jones.

domingo, 25 de julho de 2010

Equador ameaça nacionalizar campos de petróleo

O presidente do Equador, Rafael Correa, disse que publicará no Diário Oficial, na segunda-feira, mudanças na atual Lei de Hidrocarbonetos, com o objetivo de permitir a nacionalização dos campos de petróleo onde as empresas descumprirem as leis nacionais - entre elas a Petrobras.
Correa explicou que a medida é uma resposta à demora dos parlamentares equatorianos em aprovarem as mudanças necessárias na lei.
A Assembleia Nacional foi convocada para uma sessão especial no domingo para abordar o assunto, que está na pauta como "urgência econômica". Segundo a legislação equatoriana, se o congresso não cumprir o prazo estabelecido, o presidente pode, por contra própria, estabelecer as alterações.
Rafael Correa, que enviou o projeto ao Legislativo, para tramitação urgente, no final de junho, acusou a oposição de obstruir as votações. O prazo terminou às 12h de sexta-feira. O presidente foi enfático:
- Com esta lei, a petroleira que não cumprir as políticas do estado terão seus campos nacionalizados e sairão do país.
O projeto de lei implementa um modelo contratual de prestação de serviços, em que o Estado mantém a propriedade de todo o petróleo e paga aos serviços prestados pelas empresas.
Nos contratos anteriores, o óleo extraído era dividido entre o Estado e empresas privadas de petróleo. Foi concedido um prazo de 120 dias para mudar os contratos.
A nova lei também estabelece que 12% dos lucros das empresas deve ser implementado em projetos que beneficiem as áreas onde elas operam.
Fonte - Globo

sábado, 24 de julho de 2010

O chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, considerou hoje que houve "irresponsabilidade"

O chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, considerou hoje que houve "irresponsabilidade" por parte do governo colombiano, de Álvaro Uribe, ao apresentar a denúncia da suposta presença de guerrilheiros na Venezuela à Organização dos Estados Americanos (OEA).
Para o ministro das Relações Exteriores do Equador, foi incorreto "atirar uma bomba" e depois fechar a porta para "ver como as coisas se ajeitam" a duas semanas do fim do mandato, que terminará em 7 de agosto.
"Creio que houve irresponsabilidade por parte do embaixador da Colômbia na OEA ao fazer o que fez", declarou Patiño à rádio Quito, em referência ao diplomata Luis Alfonso Hoyos, que apresentou em seu discurso provas de que os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) estão em território venezuelano, ao mesmo tempo em que pediu uma investigação internacional.
Patiño também disse esperar que a atuação de Bogotá não tenha intenções "tão determinantes" que constituam "uma provocação" à região.
"Espero que não tenham tido instruções tão determinantes para fazer algo dessa natureza, mas me parece que é uma provocação finalmente à região", advertiu.
Já o ex-vice-presidente Blasco Peñaherrera Padilla, do governo de León Febres-Cordero (1984-1988), defendeu o ex-embaixador Francisco Proaño, que renunciou ao posto e à presidência do Conselho Permanente da OEA um dia antes da reunião. Na ocasião, ele declarou-se impossibilitado de satisfazer o pedido de Quito, para que fosse evitada a sessao extraordinária que terminou com o rompimento dos laços bilaterais.
"Não há dúvidas de que o presidente do Conselho Permanente não podia tomar a decisão de suspender a reunião", declarou Peñaherrera.
Por sua vez, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu que Colômbia e Venezuela resolvam suas diferenças "por meio do diálogo", afirmou uma declaração divulgada por seu porta-voz. "Ele pede moderação a todos os envolvidos para que a situação possa ser resolvida de forma pacífica", complementou um assessor do sul-coreano.
Fonte - ANSA Latina

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Presidente do Equador participará da posse de Santos na Colômbia

O presidente do Equador, Rafael Correa, disse nesta quarta-feira que participará da posse de Juan Manuel Santos como presidente da Colômbia, em agosto, num sinal de que Quito pretende recuperar as relações com o país vizinho.
Os laços entre Bogotá e nações com governos de esquerda na região foram abalados nos últimos anos, em parte devido às operações contra as guerrilhas colombianas no Equador e o uso das bases militares da Colômbia por forças dos Estados Unidos que combatem narcotraficantes.
Em declarações à agência estatal de notícias Andes, Correa anunciou que aceitou o convite para participar da cerimônia de Santos. "Participaremos com prazer", disse o mandatário equatoriano. Em 2008, o Equador suspendeu as relações diplomáticas com a Colômbia após um ataque deste país a um campo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano. Os laços, contudo, foram restabelecidos parcialmente em novembro.
As tensões voltaram a aumentar em junho após um jornal equatoriano ter publicado acusações de que a Colômbia espiou Correa e outras autoridades importantes. Correa ameaçou romper novamente as relações caso as denúncias fossem comprovadas, mas amenizou o tom em seguida. Fonte - Reuters

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O Equador será o convidado especial da Feira do Livro de Lima

O Equador será o convidado especial da Feira do Livro de Lima que será inaugurada na quinta-feira a capital peruana, informou hoje o Ministério Coordenador do Patrimônio Local.
"O Equador é o país convidado de honra na XV Feira do Livro de Lima, considerada a terceira mais importante da América Latina, e que a cada ano atrai uma grande quantidade de público e escritores de todo o continente", anunciou o ministério em um comunicado.
O país contará com um espaço especial para promover escritores e artistas e, entre as atividades, haverá um recital de poesia binacional e uma conferência sobre a influência peruana no pensamento equatoriano, explicou o ministro.
A delegação equatoriana será encabeçada pelas ministras do Patrimônio e da Cultura, María Fernanda Espinosa e Erika Sylva, respectivamente.
Quito aproveitará a atividade para apresentar seu projeto ecológico Yasuní-ITT, que propõe a não exploração do petróleo no Parque Nacional Yasuní em troca de compensações internacionais. O projeto já foi levado pelo governo equatoriano de Rafael Correa à 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-15), ocorrida em dezembro de 2009 em Copenhagen.
A feira, com o tema "Ganhe com tudo", ocorrerá entre 22 de julho e 4 de agosto e reunirá cerca de 150 expositores entre empresas, instituições, livrarias, importadoras, centro de estudos e editoriais que apresentarão os últimos lançamentos editoriais peruanos e internacionais.

Fonte - ANSA

Colômbia restabelece laços com o Equador

A futura chanceler da Colômbia, María Ángela Holguín, em visita a Quito, ressaltou ontem a importância com que o governo que tomará posse em 7 de agosto vê a normalização das relações diplomáticas com o Equador, abaladas desde 2008.
"Para nós é uma prioridade, para o presidente [eleito, Juan Manuel] Santos é uma prioridade", insistiu ela.
Quito rompeu os laços com Bogotá após o ataque realizado pelo Exército deste país em 1º de março de 2008 contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano. A ação resultou na morte de 26 pessoas, entre elas o então número dois da guerrilha, Raúl Reyes.
As relações bilaterais começaram a ser retomadas em novembro de 2009, quando cada um dos países preencheu em suas respectivas embaixadas o cargo de encarregado de negócios.
De acordo com Holguín, a visita à capital do país de Rafael Correa serve "para demonstrar isso: todo o carinho que sente a Colômbia pelo povo equatoriano", além de "querer passar a página e que sigamos nessa irmandade que sempre caracterizou os dois países".
Já o ministro das Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño, expressou a "satisfação" do governo com o restabelecimento dos vínculos, segundo informou a pasta. "Nos enche de imensa satisfação porque nos faz pressagiar que as relações entre os dois países irão se consolidando com o tempo", declarou ele.
Patiño assinalou ainda que as autoridades locais têm com a Colômbia "as melhores relações na medida em que vai se consolidando este diálogo" mantido por ambas nações.
Holguín, por outro lado, indicou que sua viagem a Quito é "uma visita de cortesia" para saudar o povo equatoriano e conhecer seu futuro homólogo antes de assumir as funções.
O encontro visava as discussões para "alcançar o restabelecimento pleno das relações diplomáticas bilaterais dentro de um marco de igualdade jurídica e respeito mútuo e mediante a designação dos respectivos embaixadores", acrescentou o ministério.
Além do estremecimento causado pelo ataque ao acampamento das Farc, o relacionamento entre as duas nações ficou novamente tenso devido a denúncias publicadas recentemente pela imprensa equatoriana de que a inteligência colombiana havia mandado espionar autoridades do país vizinho, inclusive Correa.

Fonte - ANSA

terça-feira, 20 de julho de 2010

Correa deseja ir á posse de Santos

O governo do Equador reiterou hoje o desejo de Rafael Correa em estar presente na cerimônia de posse do presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, que assumirá o governo no próximo dia 7.
"A princípio esperamos que o presidente possa ir à posse. Existe a vontade para fazê-lo", afirmou o chanceler Ricardo Patiño ao canal de TV Ecuavisa.
Patiño disse que a chancelaria espera apenas um convite pessoal ao mandatário. Até o momento, o Ministério das Relações Exteriores do Equador recebeu uma circular padrão, que foi enviada a todos os chefes de Estado e de Governo.
De acordo com o ministro, a presença de Correa seria um gesto de Quito para demonstrar que o país quer restabelecer por completo as relações com Bogotá. O Equador rompeu os laços diplomáticos com a nação vizinha em março de 2008, após militares colombianos lançarem um ataque em território equatoriano.
A ofensiva ocorreu contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e derrubou o então número dois da guerrilha, Raúl Reyes. Após a ação, o Equador chegou a expulsar o embaixador colombiano Carlos Holguín de seu país. As relações foram retomadas parcialmente em novembro de 2009, com a posse de encarregados de negócios.
As recentes denúncias de espionagem por parte da inteligência colombiana contra as principais autoridades equatorianas, publicadas no jornal El Universo de Guayaquil aumentaram as tensões.
Segundo Patiño, as supostas escutas são graves como o bombardeio, mas "Angostura é comprovado, esta denúncia, não". Angostura é a cidade equatoriana bombardeada pelos militares colombianos e o nome pelo qual ficou conhecida a crise diplomática entre os dois países em 2008.
Fonte - ANSA

domingo, 18 de julho de 2010

Equador terá zona de desenvolvimento e de conexão com Manaus, diz Correa

A cidade litorânea de Manta, no oeste do Equador, se transformará em uma "zona especial de desenvolvimento" e fará parte de um eixo multimodal que a unirá a Manaus, afirmou neste sábado o presidente equatoriano, Rafael Correa.
O líder explicou que se aproveitará a grande infraestrutura em portos, estradas e aeroportos de Manta para explorar ao máximo suas potencialidades de investimentos, por ser uma porta de entrada e saída da bacia do oceano Pacífico.
"Estamos buscando sócios estratégicos para o porto de Manta", acrescentou Correa, após explicar que na zona será aplicada uma estratégia tributária especial para atrair investimentos, orientada ao desenvolvimento industrial, mas também à geração de emprego e a transferência de tecnologia.
O eixo Manta-Manaus é um projeto ambicioso de infraestrutura que unirá o Equador com o Brasil pela Amazônia, através de aeroportos, estradas e vias fluviais.
Correa destacou os avanços nos estudos do projeto e na busca de investimentos e ressaltou as vantagens que suporá a zona especial de desenvolvimento em Manta.
Fonte - EFE

sábado, 17 de julho de 2010

Equador rechaça volta de Honduras à OEA

O presidente do Equador, Rafael Correa, rechaçou a possível revogação da suspensão de Honduras na Organização dos Estados Americanos (OEA), durante uma conversa na última quinta-feira (15) com o secretário-geral da entidade, José Miguel Insulza.
"Para o Equador não é aceitável o retorno de Honduras à OEA enquanto não haja uma clara sanção ou início de julgamento contra os responsáveis pelo golpe" de Estado realizado em junho do ano passado, informou o chanceler do país, Ricardo Patiño, após o encontro.
O golpe -- motivo da suspensão do país centro-americano junto ao organismo -- depôs o então mandatário Manuel Zelaya, dando início a um regime de facto que posteriormente convocou eleições, das quais saiu vencedor Porfirio Lobo. O resultado do pleito até hoje não é reconhecido por parte da comunidade internacional.
"Acreditamos que é um péssimo precedente para a democracia no hemisfério, que seja dado um golpe de Estado em um país e sejam organizadas eleições nos meses seguintes, como se nada tivesse acontecido", assinalou Patiño.
"Parece que existem pressões de alguns países, não posso dizer quais, para esquecer o problema do golpe de Estado. E isso é algo que não pode ser esquecido", indicou ainda o ministro das Relações Exteriores equatoriano.
A próxima assembleia geral da OEA está marcada para ocorrer em 30 de julho, e nela os países-membros receberão o informe da Comissão da Verdade que investiga as mortes e torturas de civis durante e logo após a ação que derrubou Zelaya.
De sua parte, Insulza declarou, antes de se encontrar com Correa, que "o tema que está em discussão é a recuperação plena de Honduras ao sistema de integração centro-americano, que vai ser debatido pelos presidentes centro-americanos na próxima semana".
Fonte - DCI

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Odebrecht pode voltar a operar no Equador, diz Correa

O presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou que a construtora brasileira Odebrecht, expulsa por ele em setembro de 2008, poderá voltar a operar no país depois que as controvérsias que o Governo mantinha com a companhia foram solucionadas.
O presidente disse que o acordo supõe "uma derrota total da Odebrecht e uma vitória total do país", porque a brasileira "reconheceu todas as incidências, condicionamentos" e pagamentos que o Equador exigiu.
Em setembro de 2008, Correa ordenou a expulsão do país da construtora após não chegar a um acordo para a reparação da fábrica hidroelétrica San Francisco, que apresentou problemas estruturais.
A execução dessa obra, adjudicada a Odebrecht em 2007, foi financiada com um crédito de US$ 286,8 milhões outorgado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que o Equador impugnou por supostas irregularidades em sua contratação.
A Odebrecht se comprometeu a realizar os investimentos necessários para assegurar o funcionamento pleno e a longo prazo da central hidroelétrica San Francisco.
A construtora também efetuará as obras necessárias para o funcionamento da central por cinco anos e a reparação das obras civis, além de realizar um pagamento transacional pelas paralisações da central , entre outros.
Odebrecht deve fornecer ainda o suporte técnico e capacitação dos técnicos da Hidropastaza para a operação e manutenção da central San Francisco pelo prazo de 30 meses.
Fonte - EFE

terça-feira, 13 de julho de 2010

Equador debate mudança nos contratos de petroleiras

A Assembleia Nacional do Equador vai começar amanhã a discutir um projeto que expropria operações de petroleiras estrangeiras que atuam no país a menos que elas assinem contratos aumentando o controle do Estado sobre a indústria. "O primeiro debate vai começar na terça-feira, e o debate final vai ocorrer no dia 25 de julho", disse Fernando Cordero, presidente da Assembleia. Ele acrescentou que não espera muita oposição ao projeto. "Eu não prevejo nenhum problema na aprovação da lei no dia 25 de julho".
A administração do presidente Rafael Correa quer substituir os contratos atuais, que determinam a partilha da produção entre as companhias petroleiras e o governo, por contratos que transformarão essas empresas em prestadoras de serviços. Sob os novos termos, o país ficaria com toda a produção de petróleo e gás e pagaria às companhias pela extração desses produtos. Se as companhias não quiserem aceitar os novos contratos, será determinado um preço para liquidar os contratos atuais, abrindo caminho para que deixem o país.
Se o projeto for aprovado, as petroleiras privadas com grandes contratos teriam de converter seus acordos existem em acordos de prestação de serviço em 120 dias. Empresas que operam campos menores terão 180 dias.
A brasileira Petrobras, a italiana Eni SpA, a espanhola Repsol YPF e as chinesas Andes Petroleum e PetroOriental são as maiores petroleiras privadas que operam no Equador. A Andes Petroleum é uma joint venture entre duas petroleiras estatais chinesas, a China National Petroleum Corp. e a China Petroleum & Chemical Corp., conhecida como Sinopec.
O governo vai reter 25% das receitas brutas antes de pagar as tarifas às empresas. A taxa paga às empresas deve cobrir custos, amortização de investimentos e gerar um lucro razoável, que poderia ser de 15% para campos em produção e 25% para investimentos em exploração por reservas de petróleo.
O projeto, classificado como urgente, foi enviado para a Assembleia Nacional pelo presidente no dia 25 de junho. Os legisladores têm 30 dias para aprovar ou rejeitar o projeto, caso contrário ele se torna lei automaticamente. Para o projeto ser aprovado são necessários 63 votos dos 124 da Assembleia. O Alianza País, partido do governo, não tem maioria absoluta nesta legislatura, mas analistas locais preveem que a lei será aprovada devido à popularidade da proposta.
As empresas privadas que atuam no país ainda não comentaram o projeto, mas têm discutido as propostas, que foram levantadas pela primeira vez três anos atrás. Uma vez que a lei entrar em vigor, negociações contratuais devem começar entre o governo e cada uma das empresas. O país deve gastar entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,5 bilhão para compensar as companhias de petróleo que não chegarem um acordo, segundo afirmou o ministro de Recursos Naturais Não Renováveis, Wilson Pastor.
Fonte - Dow Jones

domingo, 11 de julho de 2010

Venezuela e Equador ampliam cooperação

Venezuela e Equador estreitam as relações bilaterais com a ampliação de seus projetos conjuntos perfilados para a complementariedade nos âmbitos econômico e social em meio de realizar esforços por impulsionar a integração regional.
A criação do complexo Petroquímico do Pacífico na costa equatoriana, integrado por uma refinaria e várias plantas industriais, sobressaem entre os acordos assinados aqui durante o oitavo encontro presidencial Quito-Caracas nesta semana.
Outro dos eixos centrais das conversas foi a conformação da Petrosur, como ponta de lança para a unidade entre as nações da área e mecanismo para atingir a independência energética.
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, e seu par equatoriano, Rafael Correa, analisaram também temas relacionados com os programas promovidos pela Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALVA), bem como a colaboração nos setores educativo, cultural e da saúde.
No contexto do diálogo binacional realizou-se a primeira operação financeira entre os dois países através do SUCRE (Sistema Único de Compensação Regional).
Com a venda a mais de cinco mil toneladas de arroz por essa via, Equador converteu-se em um dos primeiros países em utilizar esse inovador sistema, eixo para a construção de uma arquitetura financeira diferente na região. Anteriormente fizeram-no Cuba e Venezuela.
Correa e Chávez sustentam encontros periódicos para revisar os avanços de projetos conjuntos dentro da agenda de estratégia comum que abarca as esferas vitais como a soberania energética, alimentícia, produtiva, financeira e comercial, bem como segurança e defesa.
O encontro presidencial esteve precedido pelas comemorações do 5 de julho, Dia da Declaração de Independência de Venezuela.
Ambos presidentes renderam honras à heroína quitenha Manuela Sáenz no Panteão Nacional, onde agora repousam seus restos simbólicos, junto ao sepulcro do Libertador Simón Bolívar.
Fonte - Prensa Latina

Equador pede que empresas financeiras vendam sua participação na mídia

O presidente do Equador, Rafael Correa, deu um prazo até outubro para que as empresas financeiras no país vendam sua participação no setor de mídia, afirmando que banqueiros devem ser banqueiros, não jornalistas.
A declaração, feita durante o programa semanal na TV do presidente, foi feita quando o Congresso está prestes a debater uma medida criando um órgão supervisor para assegurar que jornalistas de meios impressos e eletrônicos são verdadeiros e razoáveis.
Banqueiros, dediquem-se aos bancos, disse Correa.Vocês têm até outubro para vender sua participação na mídia. Vocês serão banqueiros ou jornalistas. Não podem ser os dois.
Fonte - Folha online

sábado, 10 de julho de 2010

Acordo sobre hidrelétrica permite volta de Odebrecht ao Equador

O Equador afirmou nesta sexta-feira que chegou a um "acordo favorável" com a Norberto Odebrecht que permitirá à construtora brasileira reiniciar suas operações no país andino depois de ter sido expulsa em 2008 por descumprimento de contratos.
O presidente equatoriano, Rafael Correa, interrompeu os diálogos em 2008 com a empresa depois de não conseguir chegar a um acordo para a reparação da Central Hidrelétrica San Francisco, que foi construída pelo consórcio, mas que apresentou falhas estruturais, obrigando a suspensão de suas atividades.
"Foi estabelecido ... efetuar as obras necessárias para a Central San Francisco, garantir por 5 anos a reparação das obras civis, entregar duas rodas de reserva, realizar obras complementares", disse o ministro de Coordenação dos Setores Energéticos, Jorge Glas, à agência pública de notícias Andes.
"Este convênio reafirma as boas relações entre os governo do Equador e do Brasil e permitirá o reinício das operações da Odebrecht no Equador", acrescentou a notícia da agência.
Quando teve de deixar o país, a Odebrecht era responsável por três obras de grande magnitude, como a construção da hidrelétrica Toachi Pilatón, o projeto elétrico e de irrigação Baba e a reparação da Central Hidrelétrica San Francisco.
Fonte - Reuters

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Venezuela e Equador vão ampliar colaboração no sector cultural

O ministro venezuelano da Cultura, Francisco Sesto, afirmou que o seu país e Equador vão ampliar a colaboração nesse sector depois da assinatura de acordos entre os presidentes Hugo Chávez e Rafael Correa.
Em declarações à imprensa, o governante anunciou que um dos convênios prevê a cooperação na esfera patrimonial.
Equador tem grande experiência nos trabalhos de restauração e identificação de objectos arqueológicos, destacou.
Acrescentou que os ministérios de Cultura de ambas nações fomentam o intercâmbio nas manifestações artísticas como a dança, o teatro, a música, bem como nos âmbitos literários e discográficos.
O propósito é aprofundar os acordos de cooperação para continuar a impulsionar a relação entre os dois povos tão unidos e irmãos, afirmou.
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, e o seu homólogo equatoriano, Rafael Correa, valorizam na terça-feira o avanço dos convénios bilaterais em esferas como a energética, financeira, soberania e defesa, durante o oitavo encontro de trabalho entre ambos mandatários organizado para esses fins.
Fonte - Angop

Equador desembolsa fundos para projeto hidroelétrico com China

Equador desembolsará nos próximos dias 50 milhões de dólares como parte do contrato com o Eximbank da China para a construção da Hidroelétrica Coca Codo Sinclair, informou o ministro de Economia e Finanças, Patricio Rivera.
Rivera explicou que este valor se desembolsará nas próximas duas semanas, enquanto a outra parte (China), o fará em seis meses para levar a cabo a obra, afirmou a agência pública Andes.
Equador assinou o contrato com Eximbank em junho passado, com o que se financiará a construção da hidroelétrica Coca Codo Sinclair, que gerará 8.600 gigawatts/hora (Gw/h) ao ano, por um valor de um bilhão e 682,74 milhões de dólares. Desse valor total ao país lhe corresponde desembolsar 296 milhões de dólares. O convênio terá um prazo de 15 anos, com cinco anos e meio de graça, e um interesse de taxa fixa pelo banco chinês de 6,9% anual.
Segundo o Ministério de Economia, a assinatura deste convênio de empréstimo consolida a relação entre os dois países, abre mercados financeiros, constitui um marco referencial para negociar com outros países e viabiliza novas operações creditícias.
O projeto Coca Codo Sinclair aparte das obras de infra-estrutura tem um conjunto de obras complementares. Ao todo para este ano espera-se para a execução de uns 350 a 354 milhões de dólares, segundo anunciou Rivera.
Fonte - Prensa Latina

Presidente eleito convida Chávez para posse na Colômbia

O presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse nesta quarta-feira que convidou o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para assistir à sua posse em 7 de agosto, o que seria um novo sinal de reaproximação entre os dois governos após anos de conflitos.
O Presidente Chávez já havia dito que não teria problemas em encontrar o novo presidente colombiano e apertar sua mão, apesar das diferenças ideológicas que os separam.
As relações entre Colômbia e Venezuela estão congeladas desde o ano passado, por iniciativa de Chávez, em retaliação a um novo acordo militar entre Bogotá e Washington, que o presidente venezuelano vê como uma ameaça à sua soberania.
A Colômbia também tem relações complicadas com o Equador, mas os dois países estão tentando se reaproximar, após o rompimento causado por uma ação militar colombiana contra as Farc em território equatoriano, em 2008.
Em visita à Europa, Santos celebrou também a confirmação de que o presidente do Equador, Rafael Correa, assistirá à sua posse.
Fonte - Folha

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Venezuela e Equador usam pela 1ª vez o sucre virtual

O Equador e a Venezuela realizaram sua primeira transação comercial usando o sucre, uma moeda virtual defendida pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, como uma forma de a região reduzir sua dependência do dólar. Comunicado divulgado hoje pelo Banco Central da Venezuela disse que a transação envolveu 5.430 toneladas de arroz que o Equador enviou para a Venezuela. O custo do embarque foi de 1,89 milhão de sucres, o equivalente a US$ 2,37 milhões, disse o banco.A transação financeira para a venda do arroz foi realizada ontem entre o Banco da Venezuela e o banco central do Equador.
"Isso é um esforço maravilhoso, porque quebra a hegemonia do dólar e democratiza as economias dos nossos países", disse Chávez, de acordo com o comunicado. "Nós estamos derrubando barreiras." Críticos dizem que o plano do sucre é um sistema multilateral de troca complicado e incômodo.
Membros da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), um grupo de comércio regional desenvolvido pela Venezuela e por Cuba, anunciaram os planos para o início do uso do sucre no ano passado. A moeda foi usada pela primeira vez em fevereiro deste ano, para um embarque de arroz da Venezuela para Cuba. Entre os membros da Alba estão Bolívia, Equador, Nicarágua, São Vicente e Granadinas e a Venezuela.
Nenhuma nota de sucre chegou a ser impressa. Ao invés disso, a ideia no momento é usar a moeda virtual para gerenciar dívidas quando os membros da Alba compram e vendem diferentes produtos entre si.
Chávez, que é um frequente crítico do governo dos EUA e do dólar, é o maior incentivador do sucre. Analistas dizem que a Venezuela provavelmente teria de ser o lastro para essa moeda, devido a seu tamanho em relação aos outros países da Alba.
O sucre foi batizado em homenagem a Antonio José de Sucre, herói da libertação da América do Sul no século XIX, embora também seja um acrônimo (em espanhol) para Sistema Unificado de Compensação de Pagamentos Recíprocos, o sistema unificado usado por quem usa a moeda virtual.
Fonte - Dow Jones