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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Bolívia constrói novo duto para garantir envio de gás ao Brasil

A estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) constrói um duto alternativo, de quase 6 quilômetros, no cruzamento de um rio que enfrenta permanentes cheias, a fim de evitar futuras interrupções no envio de gás natural ao Brasil, informou a companhia nesta segunda-feira. A obra da nova tubulação está quase 70% concluída, disse a gerente da Gas Trans Boliviano (GTB), Katya Diederich, segundo um informe da YPFB.
Em 2007, a cheia do rio destruiu parte do gasoduto e forçou a suspensão dos envios de gás para o país vizinho. A YPFB projeta investimentos na obra até 2011 de cerca de US$ 30 milhões, através da GTB, encarregada das obras e cuja acionista majoritária é a estatal boliviana. Entre os sócios minoritários dessa empresa está a Petrobras.
O propósito da iniciativa é "garantir que, sob nenhuma circunstância, seja interrompido o volume de exportação de gás para o Brasil", disse a funcionária. Segundo o informe, trata-se de uma tubulação que irá por baixo do leito do Rio Grande, no departamento (Estado) de Santa Cruz. O gasoduto até o Brasil tem um diâmetro de 32 polegadas e envia entre 26 e 31 milhões de metros cúbicos diários de gás.
Fonte - Bem Paraná

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Indústria ameaça produzir no Paraguai para baratear energia

Os encargos que pesam sobre a tarifa industrial de energia podem fazer com que o Brasil perca para o Paraguai investimentos no setor de alumínio. Na análise de alguns industriais, pesa a favor do país vizinho a energia barata e abundante da metade de Itaipu a que o Paraguai tem direito. Energia essa que pode ser oferecida sem o grande cardápio de encargos e tributos que encarecem os mesmos megawatts do lado brasileiro.
"Há indústrias brasileiras que estão estudando ir para o Paraguai para produzir lá e exportar para o Brasil", disse à Agência Estado o presidente-executivo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Paulo Pedrosa. Segundo ele, o setor de alumínio está entre os que estudam a possibilidade de investir no Paraguai para se beneficiar do preço da energia de Itaipu.
A eletricidade representa cerca de 35% do custo de produção do alumínio. Em um cenário em que, segundo a Abrace, a carga tributária sobre a tarifa de energia elétrica chega a 51,6%, a competitividade do setor fica ameaçada. "A tarifa industrial do Brasil é a terceira maior do mundo, perdendo apenas para as da China e Alemanha", disse o coordenador da Comissão de Energia da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Eduardo Spalding.
O executivo da Abal confirmou que, por causa do alto preço da energia no Brasil, alguns investidores já analisam a possibilidade de instalar fábricas de alumínio fora do Brasil, em países como Trinidad e Tobago e Paraguai. A canadense Rio Tinto Alcan já anunciou que negocia a instalação de uma unidade de produção de alumínio no Paraguai.
Acordo. O Paraguai tem direito à metade dos cerca de 14 mil megawatts (MW) de potência instalada de Itaipu, mas, segundo Spalding, só consome 10% da energia a que tem direito. Assim, o governo conta, na prática, com um poderoso instrumento para atrair investimentos: excesso de energia barata disponível. O Brasil, além de enfrentar essa concorrência, negociou um acordo com o Paraguai - ainda não sacramentado pelo Congresso - para elevar de R$ 120 milhões para R$ 360 milhões o montante pago anualmente ao país vizinho pela energia excedente de Itaipu.
Segundo Spalding, há 25 anos não se instala uma nova fábrica de alumínio no Brasil. Sem novos investimentos, o País dependerá de importações para suprir a expectativa da Abal de aumento do consumo. A entidade acredita que a demanda brasileira passará de 1,5 milhão de toneladas por ano para 2,5 milhão de toneladas anuais em até 10 anos.
Pedrosa, da Abrace, avalia que é preciso mais transparência nos cálculos das tarifas de energia, pois, além de caras, acabam sendo imprevisíveis. "O consumidor de energia paga um conjunto de políticas do governo, política social e até de relações internacionais", disse Pedrosa. Ele explicou que, além dos impostos normais, estão embutidos nas tarifas subsídios a consumidores de baixa renda, financiamento de programas como o Luz Para Todos, subsídios à geração de energia na Amazônia e até mesmo a conta de acordos internacionais com a Argentina ou o Paraguai.
Foonte - Estadão

Eletrobras planeja captar até US$ 5,5 bilhões no exterior

A captação de recursos que a Eletrobras planeja fazer até o fim deste ano pode alcançar o montante de US$ 5,5 bilhões. Foi o que afirmou ontem o presidente da empresa, José Antonio Muniz Lopes. Desta previsão de captação, US$ 2 bilhões já foram aprovados pela companhia e US$ 2 bilhões ainda precisam passar pelo crivo do Conselho de Administração da Eletrobras (CAE). Além disso, explicou Muniz, a empresa estuda uma proposta da Areva no valor de US$ 1,5 bilhão para que a estatal adquira os equipamentos adicionais para terminar a central termonuclear de Angra 3.
De acordo com a Eletrobras, da primeira parte de US$ 2 bilhões já aprovados pelo Conselho, o Banco Mundial deverá liberar cerca de US$ 500 milhões para a estatal reestruturar as empresas de distribuição que controla. Segundo Muniz, esse contrato já está em fase de conclusão e deverá ser assinado em breve. Uma outra parcela, de US$ 500 milhões, ainda está em negociação com a Corporación Andina de Fomento (CAF) e seu destino não está definido. O executivo disse, em coletiva depois de evento em que foi homenageado pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing (ADVB), que a empresa ainda terá US$ 1bilhão em bônus, mas essa emissão ainda não foi definida, pois depende de uma análise da situação de mercado. Todos esses recursos, explicou, serão equilibrados pelos recebíveis da Usina de Itaipu.
Do valor total, a empresa ainda negocia uma parcela de US$ 2 bilhões que deverá ser aprovada pelo Conselho de Administração da Eletrobras. Muniz afirmou que ainda não há prazo para que essa autorização seja concedida, mas que o pedido para essa captação já foi feito aos seus membros. Segundo Muniz, a meta da diretoria da Eletrobras com esses recursos é de ter um hedge da dívida da empresa em dólar e evitar perdas com a variação do câmbio.
"Essa operação não significa que estamos precisando de dinheiro, que a Eletrobras está comprando dinheiro", ressaltou Muniz. "Precisamos fazer o hedge natural dessa nossa receita de Itaipu para termos o resultado real da empresa, não o fictício", complementou ele, que reafirmou que a meta é essa captação ser concluída este ano.
O executivo comentou que além dos US$ 4 bilhões que a Eletrobras pretende levantar, o demais US$ 1,5 bilhão deverá ser originado de instituições financeiras francesas, em decorrência do fornecimento de equipamentos de Angra 3 pela Areva.
Sobre os rumores que surgiram na sexta-feira de que a empresa teria recebido um convite para entrar como investidora em um projeto de alumínio em Camarões, ele destacou que a Eletrobras recebe com frequência convites para projetos. "Essas propostas têm de passar pelo Comitê de Investimento, que faz uma triagem para verificar se o projeto em questão que se enquadra em nossa política de investimentos", afirmou Muniz.
Acordo em Itaipu
Enquanto a Eletrobras negocia a captação de recursos para balancear o resultado da empresa com Itaipu, o acordo para aumento do pagamento brasileiro pela parcela de energia que o Paraguai não consome de Itaipu, continua. O diretor-geral brasileiro de Itaipu Binacional, Jorge Samek, afirmou ontem, em São Paulo, que o acordo sobre a revisão do preço da energia foi aprovado pelo congresso daquele país. Segundo o acordo firmado entre os dois países, o novo valor da cessão da energia gerada, que era de cerca de US$ 100 milhões, passará a custar cerca de US$ 300 milhões.
"O acordo já foi aprovado pelo Senado e pela Câmara dos Deputados. No Paraguai, essa questão já está concluída", afirmou Samek. De acordo com o executivo, agora depende apenas do Congresso Nacional brasileiro para que ocorra a revisão do Tratado de Itaipu, de 1973. Além disso, os dois governos continuam a discutir a possibilidade de o Paraguai vender diretamente a sua energia de Itaipu no mercado brasileiro. Samek disse que a diretoria brasileira produziu um estudo sobre a perspectiva do preço da energia em um horizonte de 20 anos. Segundo ele, esse material foi apresentado ao Paraguai, que avalia os cenários para vender diretamente a energia no Brasil.
Samek disse que as condições do tratado são favoráveis ao Paraguai porque evitam que a remuneração do país vizinho sofra influência das oscilações do preço da energia no mercado brasileiro. Ele considera importante a entrada gradual da estatal paraguaia Ande no mercado brasileiro, pois em 2022 a Usina de Itaipu estará paga e o anexo C do tratado será revisado. Por isso, "é importante que o Paraguai conheça as condições do mercado brasileiro", disse o executivo.
A captação de recursos que a Eletrobras planeja fazer até o final do ano pode alcançar o total de US$ 5,5 bilhões, segundo disse ontem o presidente da empresa, José Antônio Muniz Lopes. Dessa previsão de captação, US$ 2 bilhões já foram aprovados pela companhia e outros US$ 2 bilhões ainda precisam passar pelo crivo do Conselho de Administração da Eletrobras (CAE).
Além disso, explicou Muniz, a empresa estuda proposta de financiamento da francesa Areva de US$ 1,5 bilhão, para que a estatal adquira equipamentos adicionais para terminar a central termonuclear de Angra 3.
De acordo com a Eletrobras, da primeira parte de US$ 2 bilhões já aprovados pelo Conselho, o Banco Mundial deverá liberar cerca de US$ 500 milhões para a estatal reestruturar as empresas de distribuição que controla. Outra parcela de US$ 500 milhões ainda está em negociação com a Corporación Andina de Fomento (CAF) e seu destino não está definido.
Fonte - DCI

Eike busca sócio em termoelétrica no Chile

O projeto de Castilla Central inclui seis unidades a carvão de 350 megawatts cada, além de outras duas a diesel para adicionar 2.300 MW. O projeto completo envolve investimentos de cerca de 4,4 bilhões de dólares.
De acordo com analistas do setor, busca por um parceiro faz parte da estratégia de Eike de reiterar os aportes na construção da termoelétrica mesmo frente ao rechaço de organizadores ambientalistas e moradores de zonas próximas ao futuro projeto. A iniciativa foi considerada ilegal e barrada pela Justiça do Chile, pelos danos ambientais que geraria à região do Atacama.
Com a entrada de um sócio no projeto, Batista poderia adaptar o cronograma de entrega da termoelétricas às exigências ambientais, em paralelo ao investimento na construção de outras termoelétricas de menor porte no Brasil.
A capacidade de geração de energia da termoelétrica chilena de Eike é quatro vezes maior que a Central Barracones, termoelétrica que teve sua construção cancelada a pedido do presidente do país, Sebastián Piñera.
Isso teria antecipado o prazo de entrega da Castilla, que será acompanhado de perto pelo governo federal - a preocupação é de que o cancelamento da termoelétrica de Eike, também por questões ambientais, poderia afetar o abastecimento de energia no país a longo prazo. A questão foi discutida recentemente na sede do governo por Piñera, o Ministro da Energia do Chile, Ricardo Raineri, e executivos de CGX.
Os opositores do projeto, como o senador Guido Girardi, pediu ao presidente Lula que interceda Batista antes de finalmente parar o projeto, diz a reportagem. A oposição à iniciativa aumentou substancialmente após a decisão do governo de transferir o local da Central Barrancones Suez para fora de Punta de Choros - norte do país, onde estariam instaladas as futuras termoelétricas do empresário brasileiro.
O plano da Comissão Nacional de Energia (CNE) de projeção da oferta de geração de energia do país inclui a instalação de cerca de dez centrais elétricas a carvão na região norte do Chile.
Fonte - Exame

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Bolívia elabora projetos para fornecer energia elétrica ao Brasil

A Bolívia pretende se tornar nos próximos 10 anos um centro de energia elétrica para o Brasil, informou neste domingo o vice-presidente, Alvaro García.
"Queremos ser o centro de gás e de energia elétrica, porque nosso potencial de energia elétrica é gigante", disse García à imprensa local.
Perguntado sobre quais são os prováveis mercados da energia boliviana, García disse: "Os três países que nos cercam, principalmente o Brasil, que anualmente demanda quase 4.000 novos megawatts". Os outros dois destinos para a energia que seria produzida no país seriam Chile e Peru.
O governo boliviano pretende construir seis hidrelétricas para seu mercado interno e para exportação em um custo estimado de 5,7 bilhões de dólares, o que permitiria aos bolivianos pelo menos triplicar sua capacidade instalada, que atualmente é de 3.290 megawatts.
Parte dos recursos será do Estado boliviano, que tentará obter cooperação externa.
Os dois projetos hidrelétricos mais importantes, que estão em fase de estudo, são o de Cachuela Esperanza, localizado entre os departamentos amazônicos de Beni e Pando, e o de El Bala, na região de La Paz.
O primeiro tem um custo estimado de 1,6 bilhão de dólares; e o segundo, de 2,4 bilhões de dólares.
Fonte - AFP

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Projetos na área automotriz e de gás e petróleo aprovados na Cúpula do Mercosul

Técnicos brasileiros, argentinos, uruguaios e paraguaios estão reunidos divididos em grupos setoriais, para discutir acordos técnicos.
Um desses grupos é o de integração produtiva, um dos mais novos criados no âmbito do Mercosul por determinação dos presidentes dos países que compõem o bloco. O objetivo é acelerar e aprofundar os esforços para que o Mercosul esteja cada vez mais articulado na produção de bens e serviços.
O negociador brasileiro no Grupo de Integração Produtiva do bloco é Reginaldo Arcuri, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Ele disse à Agência Brasil que, ao compartilhar suas estruturas industriais e desenvolver tecnologias comuns, um bloco econômico como o Mercosul amplia e melhora o grau de consolidação dos processos de integração.
Ao longo de um ano e meio de sua existência, o grupo apresenta alguns resultados concretos. É o caso de um portal destinado aos empresários do bloco e dos projetos discutidos nas áreas naval, aeronáutica e fitossanitária. Entre eles, dois terão destaque na reunião de San Juan.
Reginaldo Acuri disse que são projetos extremamente importantes porque se referem à preparação de pequenas e médias empresas do Mercosul para que elas possam estar cada vez mais integradas, entre si e com as empresas âncoras de duas cadeias produtoras essenciais para o Mercosul. A primeira delas é a automotriz. Segundo o presidente da ABDI, é nesse setor em que o Mercosul está industrialmente mais integrado.
Ele destacou que, como todas as montadoras são estrangeiras, “é extremamente importante que os fornecedores de autopeças dos nossos países possam, cada vez mais, acompanhar o desenvolvimento tecnológico, sendo capazes de fornecer para as montadoras, entrar na rede de fornecimento mundial de autopeças e se articular melhor”. Acuri destacou que “ganhar escala e densidade empresarial” é decisivo para que os países sejam competitivos na cadeia produtiva.
O segundo projeto em análise hoje pelo Grupo de Integração Produtiva, e que poderá ser aprovado amanhã, refere-se ao setor de gás e petróleo. “A Argentina tem uma produção tradicional, o Brasil também. O Brasil, com as reservas do pré-sal, sem dúvida irá para um outro patamar na sua escala e na sua importância mundial. Há uma infinidade de bens e uma infinidade talvez ainda maior de serviços que podem ser desenvolvidos na cadeia de gás e petróleo”, disse Acuri.
De acordo com ele, os dois projetos – o automotriz e o de gás e petróleo – são importantes para preparar as indústrias dos países do Mercosul “de modo que elas estejam integradas e possam compartilhar os processos de produção”.
Cada um dos projetos, segundo o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, poderá receber financiamento de US$ 2,5 milhões do Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), criado em 2004 para financiar ações comunitárias no bloco.
O Focem financia projetos destinados à construção de pontes, redes de transmissão de energia, estradas e saneamento, entre outros. Será a primeira vez em que o fundo destinará recursos a projetos específicos de integração industrial do Mercosul, se eles forem aprovados.
Fonte - Juliana Andrade

domingo, 12 de setembro de 2010

Unitec anuncia investimentos em biodiesel na Argentina

A Unitec Bio planeja investir US$ 70 milhões na ampliação de uma fábrica na província de Santa Fé, que vai dobrar a capacidade de produção de biodiesel da empresa na Argentina, de 200 mil toneladas para 420 mil toneladas por ano.
A companhia pertence ao magnata argentino de ascendência armênia Eduardo Eurnekian, cujos negócios se estendem aos setores de infraestrutura, construção energia, comércio, bancário, entre outros. A expectativa é de que a unidade inicie a produção no segundo semestre de 2011, de acordo com um porta-voz da empresa. A maior parte será destinada ao mercado interno.
O anúncio se segue aos de outras companhias, que se movimentam para tirar vantagem dos incentivos do governo para transformar soja em combustível. Enquanto a exportação de biodiesel paga imposto de 20%, a de óleo de soja é taxada em 31%. Além disso, tem aumentado o uso do produto no país. Em agosto, a norte-americana Cargill Inc. anunciou investimento de 450 milhões de pesos (pouco mais de R$ 200 milhões) na construção de uma usina de 18 megawatts de potência e de uma unidade para produção de 240 mil toneladas de biodiesel por ano.
A produção de biodiesel na Argentina quadruplicou nos últimos quatro anos. Atualmente, as unidades instaladas no país têm capacidade para processar mais de dois milhões de toneladas. A maior parte desse volume é exportada para a União Europeia, mas se espera um aumento no consumo doméstico por causa da exigência da mistura de biodiesel ao combustível derivado de petróleo, que passou a 7% em julho. O governo quer elevar o porcentual a 10% até o final do ano. No início de 2010, o ministro do Planejamento, Julio De Vido disse que em quatro anos, a mistura chegará a 20%
fonte:revistagloborural

terça-feira, 7 de setembro de 2010

BB financia usina de álcool na Colômbia

Numa operação típica do BNDES, BB empresta US$ 223 milhões para grupo israelense que vai comprar equipamentos brasileiros.
O Banco do Brasil está financiando projetos internacionais cada vez maiores e começa a concorrer com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No fim de semana, executivos do BB acertaram condições de um empréstimo de US$ 223 milhões para a instalação de uma usina de etanol na Colômbia.
Segundo as empresas envolvidas, é a maior operação privada realizada até hoje pelo Programa de Financiamento às Exportações, o Proex. O dinheiro vai beneficiar um grupo israelense que comprará equipamentos de uma fornecedora brasileira. O contrato será firmado em breve.
A operação, que se assemelha aos créditos concedidos pelo BNDES, será realizada por meio da Proex, linha usada para financiar a exportação de mercadorias. Ao mesmo tempo que o BB fecha o contrato, a política externa brasileira mantém a meta de levar a cultura do etanol a mais países da América Latina, já que o governo pretende alçar o combustível à categoria de commodity internacional.
O chefe do projeto encabeçado pelo Grupo Merhav, Jorge Chavez, explicou ao Estado por telefone, da Colômbia, que as conversas com o BB começaram no auge da crise, no fim de 2008. O empréstimo é destinado à construção da usina que vai usar equipamentos e a tecnologia de uma empresa paulista, a Uni-Systems. Esse é o segundo financiamento às usinas construídas no exterior pela companhia. A primeira, no Peru, teve crédito bem menor, de US$ 25 milhões.
O juro cobrado pelo BB é composto pela taxa Libor - referência no mercado britânico - sem acréscimo de spread. Atualmente, a Libor está abaixo de 1% anual, em dólar. "É muito mais barato que se nós tomássemos o crédito na Colômbia ou nos EUA. É um grande estímulo", diz Chavez, ao comentar que se a empresa fosse a mercado pagaria juro de cerca de Libor acrescido de até 6,5%. O juro competitivo é explicado porque há um seguro de US$ 20 milhões que será acionado em caso de calote.
O Proex é uma linha que usa recursos da União e é operada exclusivamente pelo BB. Segundo a instituição, a linha pode ser da categoria "financiamento", quando há empréstimo para o exportador ou importador com recursos do Tesouro Nacional. A modalidade está "voltada fundamentalmente para o atendimento às micro, pequenas e médias empresas".
Nesse caso, a operação foi possível porque a Uni-Systems é qualificada nesse segmento, por ter faturamento anual de até R$ 600 milhões.
"O financiamento do Proex é que viabiliza a planta, já que o crédito tem condições muito competitivas", diz o diretor de administração da Uni-Systems, Luis Carlos de Mello. Além da planta na Colômbia, a empresa tenta crédito de US$ 122 milhões para a instalação de outra usina no Peru e negocia o financiamento para a construção de uma usina nos EUA.

Gás descoberto em Morada Nova de Minas equivale a "meia Bolívia"

O gás natural descoberto em Morada Nova de Minas, na Região Central do estado, será explorado comercialmente a partir do ano que vem. O volume descoberto num único poço pode chegar à metade do fornecido ao Brasil pela Bolívia, estimou quinta-feira o governador mineiro Antônio Augusto Anastasia. “O empresário Eike Batista diz que descobriu meia Bolívia de gás natural no Maranhão. A outra metade, se Deus quiser, está aqui”, frisou. O Brasil importa diariamente da Bolívia até 30 milhões de metros cúbicos do combustível. A descoberta ocorreu há uma semana e foi comunicada segunda-feira à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Desde a confirmação da existência do combustível, porém, os indícios do potencial da reserva durante a perfuração estão cada vez mais robustos, informou o governador. A presença de gás natural em Minas significa a redenção econômica para a Bacia do Rio São Francisco porque, além de atrair indústrias, representa a possibilidade de aumento de arrecadação para os pequenos municípios locais na forma de royalties, sem contar o fato de que o estado tem participação em cinco dos 43 poços licitados pela ANP na região. Ainda vai levar 60 dias para que o consórcio que reúne Codemig, Orteng, Imetame Energia e Delp Engenharia no projeto de exploração do combustível divulgue o tamanho da reserva e a vazão do gás em Morada Nova de Minas. Serão mais 30 dias de perfuração a uma razão diária de 53 metros de profundidade, até chegar à meta principal, que é alcançar 2,5 mil metros de profundidade. O gás descoberto na semana passada foi encontrado a 1.440 metros da superfície. Em seguida, começa a ser feito o teste de formação de poço, que levará outros 30 dias até ser concluído. O que se sabe, de imediato, é que o gás poderá ser explorado por meio da construção de uma termelétrica vizinha ao poço ou da construção de um gasoduto, mas tudo depende do volume que será apurado. “O importante é que foi encontrado um volume considerável no primeiro furo de um bloco de 3 quilômetros quadrados. Essa descoberta nos dá garantia de que estamos no caminho certo”, disse o governador. De acordo com ele, com a confirmação da existência do combustível, o gás natural ficará mais barato em Minas. Em junho, o preço do metro cúbico do combustível importado da Bolívia custava US$ 7,42 por milhão de BTUs, 35% a mais que o produzido no Brasil até agora. Na Europa, a mesma quantidade de gás custa em média US$ 3, informou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. “Esse gás mais barato servirá para todos os consumidores, especialmente os industriais, porque isso significa uma redução do custo da produção”, disse Anastasia. Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Orteng, Robson Andrade, o gás será um atrativo a mais para novos projetos e a diversificação da indústria em Minas, como é o caso do setor petroquímico. “É a possibilidade de termos gás à disposição dentro da nossa casa”, comparou. Além do consórcio formado pela iniciativa privada e a Codemig, empresas como Petrobras, Shell e British Petroleum também são donas de blocos estão e desenvolvendo pesquisas na área licitada. Segundo Oswaldo Borges da Costa Filho, presidente da Codemig, os blocos só foram licitados pela ANP a pedido do ex-governador Aécio Neves. “Ele questionou o motivo pelo qual as áreas onde havia indícios da existência do combustível não iam a leilão”. De acordo com Costa Filho, na época, a dúvida é se haveria empresários interessados em participar da disputa. “Hoje o gás é uma realidade. Mas essa foi uma ação planejada, não caiu do céu”. A expectativa é que os royalties a serem arrecadados com a produção de gás natural em Minas fiquem entre 5% a 6% da produção. Além disso, o estado é dono de 49% da exploração, já que é essa a sua participação no consórcio. Os outros 51% estão nas mãos da iniciativa privada. “O gás é extremo indutor de crescimento industrial em qualquer país. Europa e Estados Unidos só conseguiram desenvolver sua indústria com a matriz energética do gás”, sustenta o secretário de Desenvolvimento Econômico Sérgio Barroso.
Fonte - Guia BD

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Argentina de olho no mercado de petróleo

Os preparativos para a expansão do setor petrolífero ultrapassam a fronteira e já atingem, concretamente, a Argentina, que tem pequenos fornecedores em potencial de máquinas e equipamentos para a Petrobras ou empresas que atendem a estatal brasileira. A adesão dos sócios do Mercosul e, em um segundo momento, dos vizinhos da Comunidade Andina, faz parte dos planos do governo brasileiro de montar uma estratégia que envolva toda a região.
Na Argentina, está sendo realizado uma espécie de inventário sobre o que não se fabrica e o que se produz com baixa qualidade. De posse do diagnóstico, autoridades dos dois países e empresas fornecedoras discutem que tipo de itens poderiam ser produzidos na região, para substituir importações de fora do Mercosul. Medidas de apoio serão tomadas, sendo uma delas o Fundo de Convergência Estrutural (Focem) do bloco, com recursos de US$ 3,6 milhões este ano.
- Sem dúvida, com as reservas do pré-sal, o Brasil ganhará ainda mais importância mundial. Há uma infinidade de produtos e serviços que podem ser desenvolvidos na cadeia de petróleo e gás, tendo em vista que a Argentina também tem uma produção tradicional - disse o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, Reginaldo Arcuri.
Um dos grandes desafios, explicou Arcuri, é garantir que parte do índice de conteúdo local não se forme apenas por peças e equipamentos, mas também pela tecnologia nacional. O custo com a manutenção é altíssimo.
- Queremos formar polos de produção e de exportação no Mercosul - disse.
Fonte - Globo

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Argentina Impsa vende geradores eólicos ao Brasil por US730 mi

A empresa argentina Indústrias Metalúrgicas Pescarmona (Impsa) informou na terça-feira que vendeu geradores eólicos a empresas brasileiras por mais de 730 milhões de dólares.
A venda dos geradores, com um total de 450 megawatts de potência, foi feita através da subsidiária da Impsam, Wind Power Energia (WPE).
O equipamento abastecerá companhias que participaram de uma recente licitação de energia eólica de fontes alternativas organizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
"A Impsa, por si e por intermédio de sua subsidiária WPE, possui uma carteira de contratos de fornecimento de geradores eólicos que, atualmente, totaliza mais de 1.800 megawatts na América Latina e no Sudeste Asiático", disse a empresa, em referência a projetos na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Malásia, Peru, Uruguai, Venezuela e Vietnã.
A Impsa é uma empresa metalúrgica especializada em construir usinas de geração de energia renovável.
Fonte - Reuters

domingo, 29 de agosto de 2010

Venezuela: Reservas de gás já são as maiores da América Latina

A Venezuela aumentou as reservas comprovadas de gás para 185 200 mil milhões de pés cúbicos, o maior valor da América Latina, com a incorporação de 6,4 mil milhões de pés cúbicos encontrados no Golfo do país.
O aumento das reservas de gás comprovadas foi publicado na Gazeta Oficial e levou a empresa estatal Petróleos da Venezuela S.A. (PDVSA) a anunciar que as novas reservas vão ser exploradas pela hispano-argentina Repsol-YPF e a italiana ENI.
«Uma recente descoberta no bloco Cardón IV do projeto Rafael Urdaneta, no Golfo da Venezuela, permitiu elevar os volumes comprovados (...), segundo um relatório da Direção Geral de Exploração e Produção de Hidrocarburetos do Ministério do Poder Popular para a Energia e Petróleo», explica um comunicado da PDVSA.
Fonte - LUSA

sábado, 7 de agosto de 2010

Bolívia ratifica que conta com gás para cumprir contratos

O ministro boliviano de Energia e Hidrocarbonetos, Fernando Vincentti, ratificou hoje que o país tem na atualidade uma reserva provada de gás suficiente para abastecer "folgadamente" a demanda interna e externa.
De acordo com o servidor público, as reservas nacionais são de ao menos 19 trilhões de pés cúbicos e com apenas sete por cento de seu potencial geo-hidrocarburífero em produção pode sobreviver os próximos 20 anos. O tema da quantidade de gás que nós tenhamos como reservas não deve preocupar a ninguém, temos gás suficiente para o mercado interno e o externo, afirmou em uma entrevista concedida à estatal Agência Boliviana de Informação.
Desde 1999, Bolívia exporta gás diariamente para o Brasil, e seis anos mais tarde iniciou envios similares a Argentina, com as assinaturas de adendas posteriores no caso da nação ao sul.
Segundo estes contratos, até 30 milhões de metros cúbicos de gás boliviano vão diariamente ao Brasil por um duto de 2.130 quilômetros lineares entre o centro boliviano e o estado industrial brasileiro de São Paulo.
Enquanto isso, para a Argentina seguem em média cinco milhões de metros cúbicos diários, ainda que neste último caso o montante total tende a subir e crescerá quando se habilite em pouco tempo um gasoduto binacional.
Fonte - Prensa Latina

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Alan García sobre conflicto por exportación del gas: "No quiero que haya dos Perú"

El presidente afirmó que Perú es uno solo y no desea existan dos zonas diferenciadas por su desarrollo: el norte, que está en proceso de crecimiento; y el sur, que no lo está por obra de quienes predican mal y desinforman. Nota relacionada
En ese sentido, el Mandatario criticó la ola de protestas que se vienen dando por la exportación de gas de Camisea, la cual ha dejado como saldo 18 heridos.
Por ello, García puso como ejemplo a la región Piura, y destacó su crecimiento gracias al uso de sus recursos naturales para atraer la inversión y el desarrollo; y contrastó esta situación con las zonas donde hay algunos sectores que, por ejemplo, exigen que no se toque el gas.
“Pero si alguien se obstina en decir, 'no toquen, dejen las cosas como están', ¿a dónde puede ir nuestra Patria? ¿Cómo podemos competir con países que ya salieron de ese pensamiento?, como Chile, como Colombia ¿Cómo podemos competir?”, se preguntó.
Asimismo, el jefe del Estado resaltó que en el país no puede aplicarse la “filosofía de reproducir las miserias” ni la política de la irresponsabilidad.
Proyecto Bayóvar
“Que hubiera ocurrido si los comuneros se mantenían en la cerrazón de decir 'no quiero que nada venga, quiero quedarme como estoy'; entonces seríamos condenados a seguir importando por siempre el fertilizante”, aseveró.
A su vez, agregó que si Perú mantiene la actual ruta hacia el desarrollo, dentro de una década estará a punto de ingresar al Primer Mundo.
Fuente - Andina

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Reservas de gas de Argentina cayeron a la mitad y sólo alcanzan para 7 años más

Las reservas de gas de Argentina cayeron a la mitad desde 2000 hasta ahora, cuando suman unos 378.862 millones de metros cúbicos, con lo que al actual ritmo de producción sólo alcanza para los próximos 7 años y medio, según informe sobre el sector energético difundido hoy.
El nivel de las reservas de gas registró una caída interanual del 4,9 por ciento en 2009 y resulta "insuficiente para un país que como Argentina basa su consumo energético en ese producto", advierte el trabajo del Instituto de la Energía "General Mosconi".
Además subraya que en el actual contexto de aumento de la demanda de gas y electricidad, el país suramericano "se muestra incapaz" de abastecerse a sí mismo, por lo que "necesita recurrir en forma creciente e irreversible" a la importación de combustibles "de alto coste", cosa que "repercute negativamente en las finanzas públicas".
La difusión de este informe coincide con reducciones y cortes en el suministro de gas a la industria dispuesto por el Gobierno argentino con el fin de garantizar el abastecimiento a la población ante las bajas temperaturas invernales, para preocupación de las asociaciones empresariales.
Según el instituto de estudios energéticos, la caída de las reservas argentinas de hidrocarburos está vinculada con las inversiones en exploración realizadas en las últimas tres décadas.
Sostiene que la producción de gas en Argentina cae en forma sostenida desde 2004 y
en 2009 se situó en 48.413 millones de metros cúbicos, con una bajada del 7,3 por ciento entre esos años.
"Durante la década de 2000, se terminaron 484 pozos de exploración, menos de la mitad de los pozos terminados" en los años '90, "mientras que la reducción es del 47 por ciento considerando" los de los '80, apunta el informe.
En este sentido, remarca que la producción de petróleo acumula una caída del 16 por ciento en los últimos diez años, con lo que las reservas de crudo registraron una bajada de igual proporción entre 2000 y 2009, cuando llegaron a 398.213 millones de metros cúbicos.
Calcula que las reservas de crudo de Argentina alcanzarán para once años más y destaca que la "limitada capacidad productiva" del país le ha obligado a "recurrir a importaciones progresivamente mayores de gas desde Bolivia y de Gas Natural Licuado (GNL) de otros proveedores, "así como a la sustitución y limitación de combustibles para el sector industrial y de generación eléctrica".
Argentina sufrió en 2004 una crisis energética que le obligó a reanudar las compras de gas a Bolivia y racionar la provisión del fluido a Chile, además de recortar el suministro a industrias y automóviles.
Fuente - EFE

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Justiça paralisa construção de termoelétrica da MPX no Chile

A Corte de Apelações de Copiapó, no norte do Chile, paralisou nesta terça-feira a tramitação do estudo de impacto ambiental da usina termoelétrica de Castilla, na região de Atacama.
Com investimento previsto de US$ 4,4 bilhões, a usina é um projeto da companhia MPX, do empresário Eike Batista e foi planejada para gerar até 2.100 megawatts (MW).
De acordo com a decisão judicial, o projeto de construção de Castilla ficará paralisado até que o mesmo tribunal decida sobre um recurso que moradores e comunidades da região apresentaram contra o projeto por considerá-lo poluente, já que usará carvão como combustível.
A decisão judicial também parou a votação da Comissão Regional do Meio Ambiente sobre a instalação da usina, que estava prevista para amanhã.
A ordem da Corte determina que a situação da usina seja deixada em 'status quo', ou seja, congelada até que o tribunal se pronuncie.
Fonte - EFE

Integração energética da América Latina é defendida pela CCEE

O presidente do Conselho de Administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Antonio Machado, defendeu hoje (27/7) a integração energética da América Latina, ao participar do Seminário Internacional de Integração Energética Brasil-Bolívia. O evento é promovido pelo Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
“O Brasil tem hoje um modelo de suprimento energético que não tem igual no mundo. Com o regime de leilões, nós, de certa forma, descobrimos o ovo de Colombo”, disse Machado. Ele explicou que isso significa que o Brasil conseguiu montar um modelo energético que traz pouco risco aos empreendedores e garante receita por um longo período.
Conforme Machado, saber os preços médios dos leilões de energia com antecedência de cinco anos, permite às empresas fazer o planejamento “É muito importante para o setor de energia elétrica, em que o produto não é estocável, saber em cinco anos qual é a disponibilidade”.
O presidente do Conselho de Administração da CCEE recordou, no entanto, que a Europa, que começou a integração dos mercados energéticos em 2005, ainda não conseguiu fazer um mercado único, devido a problemas de preço e co-gestão.
Atualmente, o Brasil exporta 2 mil megawatts (MW) de energia para a Argentina, que repassa até 500 MW para o Uruguai. “Isso significou para o Uruguai quase a metade do suprimento em alguns meses, de 2008 para cá”. Diretamente, o Brasil exporta para o mercado uruguaio 70 MW. Para a Bolívia, a exportação brasileira de energia é de apenas 0,6 MW, ou o equivalente a 600 quilowatts (kW).
Fonte - Agencia Brasil

terça-feira, 27 de julho de 2010

En septiembre se realizará en México el próximo Foro Internacional sobre Eficiencia Energética y Acceso

Esto como antesala de la celebración en noviembre de la Cumbre de Naciones Unidas sobre Cambio Climático.
La secretaria de Energía de México, Georgina Kessel, se reunió hoy en privado con el presidente del Banco Mundial (BM), Robert Zoellick, con quien discutió la realización de ese foro, bajo los
auspicios de la Sener, el BM, el Banco Interamericano de Desarrollo (BID) y con el apoyo del Foro Económico Mundial (FEM).
El evento "ofrecerá una plataforma para dialogar sobre un futuro energético sustentable, compartiendo objetivos con la Alianza de Energía y Clima de las Américas y la Alianza Internacional para la Cooperación en Eficiencia Energética", señaló la Sener en un comunicado.
A esa cita internacional sobre energía, asistirán ministros y representantes gubernamentales, líderes empresariales, agencias especializadas, instituciones financieras, centros de investigación y organismos internacionales, destacó la dependencia.
Durante el encuentro, los participantes "tendrán la oportunidad
de compartir experiencias y mejores prácticas en eficiencia energética y acceso", agregó la Sener, que no precisó las fechas exactas en las que se llevará a cabo.
Zoellick se encuentra en México en una visita de dos días, y el miércoles anunció créditos del Banco Mundial por 800 millones de dólares para el Gobierno mexicano, dinero que se empleará en proyectos en sectores de desarrollo social, medio ambiente y transporte urbano.
El titular del BM desayunó hoy con el presidente electo de Colombia, Juan Manuel Santos, y esta tarde sostendrá un encuentro con estudiantes universitarios.
De otra parte, Kessel aprovechó la reunión con Zoellick para analizar "la colaboración entre ambas organizaciones en temas de energías renovables, acceso a los servicios en áreas rurales remotas y la agenda de cambio climático", puntualizó.
La COP16 se celebrará en Cancún, en el Caribe mexicano, del 29 de noviembre al 10 de diciembre.
Fuente - EFE

Eletrobrás quer participação em energia nos EUA

A Eletrobrás quer comprar até 5% de participação em usinas hidrelétricas, eólicas ou em empresas de transmissão de energia já instaladas nos Estados Unidos. "Estamos buscando algo em torno de 300 megawatts (MW). O bom nos Estados Unidos é que com quaisquer US$ 60 milhões é possível comprar alguma coisa", disse ontem o superintendente de operações internacionais da estatal, Sinval Gama.
Segundo ele, a ideia é fechar uma aquisição até o fim deste ano, dando importante passo no processo de internacionalização da estatal, que tem no mercado americano um de seus focos, ao lado de países vizinhos ao Brasil. A empresa prevê que em 2020 pelo menos 10% do faturamento venha de operações no exterior.
De acordo com Gama, o momento é bastante propício para investir nos Estados Unidos, já que o governo local quer ampliar os projetos voltados para energia limpa. "Antes mesmo do acidente no Golfo do México, o presidente Obama já defendia a ideia de limpar a matriz energética americana", destacou o executivo. Segundo ele, a Eletrobrás só vai entrar em projetos internacionais que apresentem rentabilidade maior do que no Brasil.
A Eletrobrás estuda projetos de até 30 mil MW no exterior. "Mas é claro que não vamos entrar em todos", salientou Gama. Além dos Estados Unidos, estão nos planos de curto prazo da companhia usinas no Peru, Argentina e Nicarágua, num total de 6 mil MW para começar a construir no máximo até o fim do primeiro semestre em 2011.
No Peru, a ideia é construir cinco usinas num total de 7 mil MW. A primeira, de Ianambari, terá 2 mil MW e receberá investimentos de US$ 2,5 bilhões, metade para cada país. Da parte brasileira, 30% será de capital próprio da Eletrobrás e outros 70% financiados. Na Argentina, a estatal está promovendo o estudo de pré-viabilidade da usina de Garabi, de 3 mil MW. Na Nicarágua, a intenção é construir uma usina de 1 mil MW, com início das obras ainda este ano.
Em evento sobre a integração Brasil-Bolívia promovido pelo Grupo de Estudos de Energia Elétrica (Gesel) da UFRJ, Gama citou estudos avançados para a construção de uma linha de transmissão de 500 quilômetros interligando Brasil e Uruguai. Além disso, estuda oportunidades na Colômbia, Guiana, Costa Rica, El Salvador e Honduras.
Bolívia. Durante o evento, a empresa foi convidada pelo governo boliviano para parcerias com a estatal local, Empresa Nacional de Eletrificação (Ende). "Não precisamos de financiamentos ou investimentos. Queremos a experiência da Eletrobrás, queremos que haja um intercâmbio de tecnologia", disse o vice-ministro de Eletricidade e Energias Alternativas da Bolívia, Roberto Peredo Echazú.
Peredo disse que a Bolívia busca maior geração hídrica, que ainda é pequena no país vizinho, movido a térmicas a gás natural. Além de contribuir com sua expertise na construção das hidrelétricas e linhas de transmissão, a Bolívia quer que a Eletrobrás participe da reestruturação da Ende, que desde 1.º de maio é responsável pelos ativos de geração do país, que haviam sido privatizados na década de 1990.
Após anunciar o interesse da Eletrobrás nos EUA, o superintendente de operações internacionais, Sinval Gama, disse que "é bom que fique claro que o Brasil não precisa da energia externa".
Fonte - Kelly Lima / RIO - O Estado de S.Paulo

Bolívia estuda integração energética com Brasil

Dentro da meta de dar eletricidade a todos os bolivianos, o governo da Bolívia entende como estratégica a integração energética com o Brasil e estuda o desenvolvimento de projetos conjuntos, aproveitando a experiência da Eletrobras. Não está descartada, inclusive, a venda de energia excedente para o mercado brasileiro.
"Temos que diversificar a matriz energética do país e um dos objetivos é desenvolver projetos com energias alternativas, como hidroeletricidade, geotérmica, potencial eólico (dos ventos) e solar", disse o vice-ministro de Eletricidade e Energias Alternativas daquele país, Roberto Peredo Echazú, ao participar hoje (26) do Seminário Internacional de Integração Energética Brasil-Bolívia.
A Bolívia possui um potencial estimado de 40 gigawatts (GW), do qual apenas 1% é utilizado no momento. Por isso, o governo boliviano desenvolveu uma política intensiva de realização de projetos de centrais hidrelétricas. Parte dessas centrais está localizada próximo da fronteira com o Brasil. "Portanto, o mercado natural deveria ser o Brasil", afirmou Echazú.
As embaixadas dos dois países já iniciaram conversações sobre a possibilidade de realização de projetos conjuntos. O vice-ministro assegurou que a experiência da Eletrobras é muito importante para auxiliar na reestruturação da estatal boliviana Empresa Nacional de Eletricidade (Ende). "A Empresa Nacional de Eletricidade foi uma grande empresa em Bolívia. Mas, produto das políticas neoliberais, acabou quase completamente desmantelada. O Plano Nacional de Desenvolvimento traçou várias políticas para refundar essa empresa", disse.
Fonte - Alana Gandra, AGÊNCIA BRASIL