A Unitec Bio planeja investir US$ 70 milhões na ampliação de uma fábrica na província de Santa Fé, que vai dobrar a capacidade de produção de biodiesel da empresa na Argentina, de 200 mil toneladas para 420 mil toneladas por ano.
A companhia pertence ao magnata argentino de ascendência armênia Eduardo Eurnekian, cujos negócios se estendem aos setores de infraestrutura, construção energia, comércio, bancário, entre outros. A expectativa é de que a unidade inicie a produção no segundo semestre de 2011, de acordo com um porta-voz da empresa. A maior parte será destinada ao mercado interno.
O anúncio se segue aos de outras companhias, que se movimentam para tirar vantagem dos incentivos do governo para transformar soja em combustível. Enquanto a exportação de biodiesel paga imposto de 20%, a de óleo de soja é taxada em 31%. Além disso, tem aumentado o uso do produto no país. Em agosto, a norte-americana Cargill Inc. anunciou investimento de 450 milhões de pesos (pouco mais de R$ 200 milhões) na construção de uma usina de 18 megawatts de potência e de uma unidade para produção de 240 mil toneladas de biodiesel por ano.
A produção de biodiesel na Argentina quadruplicou nos últimos quatro anos. Atualmente, as unidades instaladas no país têm capacidade para processar mais de dois milhões de toneladas. A maior parte desse volume é exportada para a União Europeia, mas se espera um aumento no consumo doméstico por causa da exigência da mistura de biodiesel ao combustível derivado de petróleo, que passou a 7% em julho. O governo quer elevar o porcentual a 10% até o final do ano. No início de 2010, o ministro do Planejamento, Julio De Vido disse que em quatro anos, a mistura chegará a 20%
fonte:revistagloborural
A não ser que ocorra um cataclisma político, em 3 de outubro Dilma Rousseff será eleita a próxima presidente do Brasil. Graças ao apoio do altamente popular Luiz Inácio Lula da Silva, a tecnocrata de 62 anos de idade deverá esmagar seu único rival sério, José Serra do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Ela enfrentou um susto quando membros de seu Partido dos Trabalhadores (PT) foram implicados no acesso não autorizado das declarações de renda da filha do sr. Serra e do vice-presidente do partido dele, entre outros. Mas não há provas do envolvimento [de Dilma]. As últimas pesquisas dão a ela metade dos votos.
Com o resultado das eleições presidenciais parecendo definido, a atenção está se voltando para as disputas locais e legislativas que vão determinar a força do próximo governo. Todos os governos estaduais e as vagas na câmara baixa do Congresso estão em jogo, assim como dois terços do Senado.
A sombra de Lula se projeta sobre essas disputas, também. Candidatos do PT e de aliados estão promovendo o apoio de Lula. Mesmo alguns supostos apoiadores de Serra estão falando bem do presidente ao mesmo tempo em que evitam mencionar seu candidato. Espantosamente, o sr. Serra também tentou fazer isso. No mês passado ele mostrou comerciais com imagens de arquivo dos dois juntos. “Serra e Lula, dois homens com história, dois líderes experientes”, dizia a narração.
As eleições legislativas são fáceis de prever. Desde o retorno da democracia em 1985, a fatia do PT no número de deputados federais acompanha a preferência pelo partido, nota Alberto Almeida, um consultor político. O PT tem agora 79 das vagas na Câmara de 513 deputados e 19 dos 81 mandatos no Senado e tem dependido de uma coalizão grande e fraccionada. Se o padrão histórico for mantido, poderia ganhar 130 lugares na câmara baixa e controlar 390 através de parceiros. Sua coalizão ficaria a apenas alguns senadores dos 60% necessários para emendar a constituição. Isso daria à sra. Rousseff o governo mais forte desde o fim da ditadura.
As disputas pelos governos são mais complexas. Os brasileiros votam de formas diferentes em eleições locais ou nacionais. Em São Paulo, o sr. Serra foi um prefeito e um governador popular. Geraldo Alckmin do PSDB, que perdeu a última eleição presidencial para Lula, deveria vencer fácil para governador.
Além disso, escândalos de corrupção marcaram muitas disputas. Uma nova lei que barra políticos que forem acusados de corrupção pode desqualificar alguns candidatos. Roseana Sarney, a filha de um ex-presidente e contendora pelo governo do Maranhão, no Nordeste, teve de defender sua candidatura nos tribunais eleitorais.
Enquanto isso, no Rio Grande do Sul, o estado mais sulista do Brasil, um alegado esquema de superfaturamento envolvendo um banco estadual pode afetar a campanha de Yeda Crusius, do PSDB, pela reeleição. No dia 2 de setembro a polícia encontrou — e fotografou — moedas de vários países no valor de cerca de 3,4 milhões de reais. Estas imagens influenciam eleitores mais do que crimes menos fotogênicos, diz David Fleischer, da Universidade de Brasília. Independentemente de como as eleições estaduais ocorram, no entanto, os políticos nacionais de um país federativo e vasto como o Brasil estão acostumados a fazer acordos com os governadores por sobre as linhas partidárias.
A maior dificuldade para o poder da sra. Rousseff parece vir de dentro. Ela entrou no PT apenas em 2001 e não ascendeu dentro do partido: sua candidatura foi imposta por Lula. O principal aliado na coalizão do PT já está falando em ministérios e benesses. Com mais vagas no Congresso e um líder mais fraco que seu predecessor, o próximo governo pode parecer mais forte no papel do que na prática.
The Economist
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje que o Brasil segue disposto a mediar o conflito nuclear com o Irã se o pedido for feito por alguma das partes envolvidas na negociação.
Amorim participou da oitava edição da conferência anual do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês), que acontece em Genebra.
O ministro insistiu que o Brasil está convencido de que a controvérsia sobre o programa nuclear iraniano pode ser resolvida através de negociação.
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse que após o fim do Ramadã retomaria as conversas, mas não designou uma data.
Amorim se mostrou decepcionado pelo trato feito entre Irã, Brasil e Turquia ter sido ignorado.
"O acordo falava de quantidade, tempo e lugar. Além disso, fizemos o que nos foi pedido e ficamos muito decepcionados por não ter sido usado", acrescentou.
Em maio, Brasil e Turquia fecharam um acordo com o Irã para a troca de urânio pouco enriquecido por combustível nuclear, mas o Conselho de Segurança da ONU, três semanas depois, aprovou novas sanções contra o país.
"Até na Guerra Fria existia diálogo entre Estados Unidos e União Soviética, não entendo porque neste caso o diálogo não é possível", concluiu.
O Irã se mantém firme com a comunidade internacional ao rejeitar suspender o enriquecimento de urânio, material de uso militar e civil.
A comunidade internacional, especialmente Israel e Estados Unidos, não aprova o programa nuclear iraniano porque teme que o país tente fabricar armas nucleares
Fonte - EFE
A América Latina não pode mais ser chamada de "quintal do mundo", conforme reportagem especial publicada nesta sexta-feira, 10, The Economist. A revista trata das mudanças econômicas ocorridas nos últimos anos, que marcaram uma virada na região.
Em cinco anos até 2008, a América Latina cresceu 5,5% por ano, em média, com inflação de um dígito. "A crise financeira interrompeu abruptamente esse crescimento, mas foi a primeira vez na história recente que a América Latina foi um espectador inocente, e não um protagonista", diz a publicação britânica.
O avanço econômico, que deve ser de 5% neste ano, caminha junto com progresso social, na avaliação da The Economist. Entre 2002 e 2008, 40 milhões de latino-americanos saíram da pobreza e a distribuição de renda se tornou um pouco menos desigual.
Esse desempenho vem atraindo as empresas. "Como enfrentam dificuldades numa China cada vez mais truculenta, as multinacionais do mundo rico estão começando a olhar para a América Latina com renovado interesse."
A revista que diz não somente o Brasil, considerado a potência da região, está avançando, mas também o Chile, Colômbia e Peru. Até mesmo a sociedade do México está caminhando, apesar da violência gerada pelo tráfico de drogas e a recessão mais profunda devido ao elo econômico com os Estados Unidos.
"Muito tem sido feito, mas ainda há muito a fazer", argumenta a The Economist, que vê a complacência como o maior risco para a região. A América Latina não poupa, investe, educa nem inova o suficiente. A produtividade está crescendo mais devagar do que em outras partes do mundo e a legislação acaba criando mão-de-obra informal, acredita a revista. "Resolver esses problemas requer que os líderes políticos da América Latina redescubram um apetite por reformas."
Fonte - Estadão
A petroleira espanhola é dona de cerca de 84% da YPF
A petroleira espanhola Repsol YPF espera arrecadar cerca de US$ 3 bilhões com a venda de uma participação de 20% na sua unidade local na Argentina, a YPF SA, confirmou um representante da YPF nesta quarta-feira. A Repsol revisou seus planos de reduzir suas posições na Argentina.
A Repsol pode vender as ações a partir de julho, listando três quartos delas na Bolsa de Nova York e o restante na Bolsa de Buenos Aires, disse o presidente da YPF, Sebastian Eskenazi, em uma entrevista para a Bloomberg News, em Nova York. "Os mercados devem melhorar em dois ou três meses", disse o executivo. "Há muito interesse na YPF".
A Repsol é dona de cerca de 84% da YPF. Outros 15,4% são controlados pelo Grupo Petersen, gerenciado pela família Eskenazi, enquanto menos de 0,5% das ações da YPF são negociadas em mercado. Em 2007, a Repsol vendeu uma participação de 14,9% na sua unidade argentina para o Grupo Petersen, por quase US$ 2,2 bilhões. O acordo incluiu uma opção que permitia que o Petersen aumentasse sua participação para até 25%. A YPF lidera a produção de petróleo e gás na Argentina.
Fonte:Dow Jones
As exportações de petróleo venezuelano para os Estados Unidos somaram US$ 15,815 bilhões no primeiro semestre deste ano, o que representa um aumento de 35,9% em relação ao mesmo período de 2009, quando os preços do cru sofreram fortes quedas.
Um relatório da Câmara Venezuelana Americana de Comércio e Indústria (Venamcham), divulgado nesta quinta-feira (12), aponta que dos US$ 16,352 bilhões vendidos pela Venezuela aos Estados Unidos, 96,7% correspondem a negócios do mercado petroleiro.
Por outro lado, a Venezuela importou dos Estados Unidos um total de US$ 4,932 bilhões no primeiro semestre de 2010.
Os números das exportações respondem à recuperação do preço do barril de cru venezuelano, que em 2009 sofreu baixas a ponto de ser negociado a menos de US$ 40. Em 2010, a média de preço do barril é de US$ 69,75.
A Venezuela produz 3,012 milhões de barris de cru por dia (mbd), segundo um balanço calculado em 2009 pela estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), publicado na semana passada. A Opep, no entanto, atribui a seu único membro sul-americano uma produção 2,32 mbd.
Os Estados Unidos, principal comprador do petróleo venezuelano, foi abastecido, em média, com 1,4 milhão de barris diários em 2009, o que situa a Venezuela em quinto lugar entre seus fornecedores de cru, segundo dados de Washington.
A Venezuela é o maior produtor de petróleo da América do Sul, e as exportações desta commodity representam aproximadamente 90% de sua renda em divisas
Fonte - Brasil Economico
A estratégia de integração econômica do Brasil, da Argentina, do Paraguai e Uruguai é assunto de uma reunião conjunta dos ministros da Indústria, Comércio e Turismo dos quatro países. Na próxima quinta-feira (9), em Brasília, eles debaterão o tema e finalizarão as propostas para por em prática uma série de ações. As informações são da agência oficial de notícias da Argentina, a Telam.
No seminário estarão presentes os ministros do Brasil, Miguel Jorge, da Argentina, Débora Adriana Giorgi, do Paraguai, Francisco Rivas Almada, e do Uruguai, Roberto Kreimerman. “Como nunca antes estamos trabalhando em uma agenda de integração produtiva no Mercosul genuína, que nos permitirá ficar juntos para competir em terceiros mercados", afirmou a ministra da Argentina.
Segundo Débora Giorgi, houve orientações de todos os presidentes dos países que integram o Mercosul para aprofundar os estudos e levar adiante a integração dos setores específicos. “No Brasil temos programado uma agenda específica em setores estratégicos para os países. Temos casos concretos de parceria entre empresas brasileiras e argentinas”, disse ela.
Em seguida, a ministra acrescentou: “Também entre o Uruguai e Paraguai, descobrimos as oportunidades em setores como software, metalurgia, peças de automóveis ". Para Débora Giorgi, a integração é, sobretudo, um ato de complementaridade. “O progresso em um processo de integração vai além do comércio, para incluir infraestruturas, energia, social, complementaridade produtiva e ambiente de cuidado”, disse.
Desde o ano passado, o Brasil e a Argentina atuam na integração de setores industriais, como laticínios, madeira e móveis, vinho, óleo e gás, entre outros. Segundo Débora Giorgi, os países estão desenvolvendo ferramentas para cofinanciamento dos processos de integração e de associação por intermédio do Banco Nacional e do Banco de Investimento e Comércio Exterior da Argentina e do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).
Para a Argentina e o Brasil, há áreas sensíveis que merecem atenção especial, são elas as áreas de óleo, petróleo, autopeças, máquinas agrícolas, além de madeira e móveis, eletrodomésticos (geladeiras, fogões e máquinas de lavar), vinho e laticínios.
Fonte: Ag. Brasil