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sábado, 11 de setembro de 2010

Repsol planeja vender 20% da YPF na Argentina por US$ 3 bilhões

A petroleira espanhola é dona de cerca de 84% da YPF
A petroleira espanhola Repsol YPF espera arrecadar cerca de US$ 3 bilhões com a venda de uma participação de 20% na sua unidade local na Argentina, a YPF SA, confirmou um representante da YPF nesta quarta-feira. A Repsol revisou seus planos de reduzir suas posições na Argentina.
A Repsol pode vender as ações a partir de julho, listando três quartos delas na Bolsa de Nova York e o restante na Bolsa de Buenos Aires, disse o presidente da YPF, Sebastian Eskenazi, em uma entrevista para a Bloomberg News, em Nova York. "Os mercados devem melhorar em dois ou três meses", disse o executivo. "Há muito interesse na YPF".
A Repsol é dona de cerca de 84% da YPF. Outros 15,4% são controlados pelo Grupo Petersen, gerenciado pela família Eskenazi, enquanto menos de 0,5% das ações da YPF são negociadas em mercado. Em 2007, a Repsol vendeu uma participação de 14,9% na sua unidade argentina para o Grupo Petersen, por quase US$ 2,2 bilhões. O acordo incluiu uma opção que permitia que o Petersen aumentasse sua participação para até 25%. A YPF lidera a produção de petróleo e gás na Argentina.
Fonte:Dow Jones

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Petrobrás vende participação em blocos

A petroleira australiana Karoon Gas anunciou ontem a compra de 20% de participação em dois blocos exploratórios da Petrobrás na Bacia de Santos, chamados de S-M-1352 e S-M-1354. Em comunicado oficial, a Karoon informa que vai financiar um programa de perfuração de dois poços e reembolsar a Petrobrás por custos anteriores nos projetos.
Segundo o comunicado distribuído pela Karoon, a Petrobrás já identificou dois prospectos (áreas com potencial de petróleo) nas concessões: Marujá, no S-M-1352, e Quasi, no S-M-1354. Este último já está em perfuração e o primeiro deve ter um poço em setembro. A expectativa da Karoon é que os resultados das perfurações sejam anunciados até o fim do ano. A estatal brasileira mantém a operação dos projetos, com uma fatia de 80% em cada concessão.
Os prospectos estão a apenas 16 quilômetros das descobertas de Tiro e Sidon, anunciadas recentemente pela Petrobrás, com reservas estimadas em 120 milhões de barris. A região, em águas rasas ao sul da Bacia de Santos, é uma das apostas da estatal, por causa da boa qualidade do óleo e à proximidade da costa. A Karoon opera cinco concessões na área, nas quais estima ter reservas de pelo menos 400 milhões de barris de óleo equivalente (somado ao gás).
Abertura de capital. A empresa divulgou comunicado no início de junho anunciando que estuda a abertura de capital na Bovespa, com o objetivo de captar recursos para desenvolver os projetos. Segundo a nota, a avaliação interna é que os investidores australianos vêm tendo dificuldades de avaliar o potencial de crescimento dos ativos sul-americanos da empresa - que também tem negócios no Peru.
"Com base nas avaliações dos ativos sul-americans da companhia, feitos pela consultoria independente DeGolyer & McNaughton, a Karoon acredita que o valor dos ativos no Peru e no Brasil não estão refletidos devidamente em seu valor de mercado", disse a empresa, justificando os planos de lançar novas ações no Brasil. A ideia é vender até 30% do capital da empresa na Bovespa, após uma avaliação sobre o interesse do mercado nos papéis. A Karoon evitou estabelecer cronograma para o processo.
Trata-se do segundo caso de petroleira estrangeira com interesse em abrir capital no Brasil: no início do mês, a espanhola Repsol anunciou planos semelhantes, também com o objetivo de levantar recursos para pesados investimentos em produção de petróleo na costa brasileira. Segundo a direção da companhia, o processo só será iniciado após a capitalização da Petrobrás. A Bovespa tem hoje duas petroleiras listadas - a estatal e a OGX - e um processo em curso, da HRT Oil/Gas.
Fonte - Estadão

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Petrobras quer novas áreas de exploração na Bolívia

O governo boliviano confirmou nesta quarta-feira (21/7) que está em avaliação um pedido da Petrobras para que a estatal brasileira amplie suas concessões de áreas para a exploração de hidrocarbonetos na Bolívia.
Os representantes da Petrobras "nos manifestaram seu desejo de contar com uma maior quantidade de blocos exploratórios. Vamos ver quais são esses blocos. Estamos trabalhando para definir 17 novos", disse o ministro de Hidrocarbonetos e Energia, Luis Vincenti.
O embaixador do Brasil na Bolívia, Frederico Cezar de Araujo, adiantou na terça-feira (20/7) que a petroleira teria interesse em ampliar sua presença no país e que existia a possibilidade de aumentar os volumes de gás natural adquirido.
Atualmente, o país compra 31 milhões de metros cúbicos por dia, acima do previsto por contrato. Desde o início do ano, a companhia tem aumentado sua demanda por gás boliviano.
Em janeiro, a média diária era de 21,2 milhões de metros cúbicos; e em fevereiro, subiu a 26,3 milhões. Já em março caiu a 25,4 milhões; e em abril registrou nova queda, indo a 22,5 milhões. Em maio a solicitação voltou a crescer, a 27,8 milhões, de acordo com dados do ministério local.
A Petrobras atua na Bolívia desde 1995, quando começaram os trabalhos dos campos de San Antonio e San Alberto. Depois, participou do financiamento do gasoduto binacional que levaria o gás boliviano ao território brasileiro. A companhia tem contrato de importação de gás com a Bolívia até 2019, com previsão diária de no máximo 30 milhões de metros cúbicos.
Fonte - Opera Mundi