quarta-feira, 16 de junho de 2010

Unasul busca mecanismos para melhorar programas de assistência

Delegados do conselho de desenvolvimento social da União de Nações Sul-americanas (Unasul) se reunirão hoje e amanhã, em Quito, para buscar mecanismos para que os programas de assistência cheguem a pessoas com alto grau de vulnerabilidade e pobreza.
A informação foi confirmada pela ministra de Coordenação do Desenvolvimento Social equatoriana, Jeannette Sánchez, na abertura do encontro, na qual falou sobre a necessidade de trabalhar de maneira conjunta para ajudar os setores mais necessitados da sociedade.
Jeannette destacou que um dos maiores desafios da reunião é buscar os mecanismos para que os programas de assistência, como os de desenvolvimento social, inclusão e integração, possam chegar às pessoas, informou a Secretaria de Imprensa da Presidência.
A ministra qualificou a reunião de "transcendental", por se tratar de uma busca por novos conceitos e estratégias que levem à transferência de recursos para os setores mais vulneráveis da América Latina. No encontro, que conta com a presença de representantes de Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Equador, Jeannette disse que a maioria desses países está desembolsando grandes somas para chegar aos setores mencionados.
No entanto, afirmou que é necessário conhecer o trabalho e os avanços realizados sobre os temas de inclusão financeira, para multiplicar esforços.
"Todos sabemos os grandes problemas que tivemos em política pública. (...) Estamos trabalhando com unidades individualizadas e, em economias frágeis, nem sempre temos as melhores condições", disse a ministra.
O fórum é organizado pela Presidência pro tempore da Unasul, ocupada pelo Equador, e faz parte do Plano Bienal do organismo.

Turismo Argentino se recupera com volta de brasileiros

Depois dos efeitos da gripe suína em 2009, que afastaram os brasileiros da Argentina, a língua portuguesa voltou a ser corrente nas ruas de Buenos Aires. No primeiro quadrimestre no ano, 330 mil brasileiros desembarcaram no país vizinho, 50% a mais que em igual período do ano passado, conforme dados da Secretaria de Turismo da Nação, que agora tem como meta, em suas novas campanhas, atrair parte dos 27 milhões de brasileiros que ingressaram na classe média.
Somente em maio, dos 190 mil visitantes do exterior que desembarcaram nos aeroportos Internacional de Ezeiza e Aeroparque Jorge Newbery da cidade de Buenos Aires, 59.432 foram brasileiros, o que representou um incremento de 32% comparado com igual mês do ano passado. O setor experimentou um incremento total de 18% no mês passado. No acumulado do ano, o turismo estrangeiro deve gerar uma receita acima de US$ 4 bilhões neste ano, uma cifra similar à de 2008.
Grande parte desse valor será movimentada pelos brasileiros. Para driblar o impacto da crise na Europa, a Argentina aposta suas fichas nos vizinhos e estima receber a visita de um milhão de brasileiros até o fim deste ano. "Desde o ano passado estamos redirecionando para a América do Sul a campanha que estava planejada para Espanha e Inglaterra. Com isso, esperamos um fluxo de um milhão de brasileiros", disse o secretário de Turismo, Enrique Meyer.
O enfoque foi colocado no Brasil devido a uma pesquisa sobre as boas projeções de crescimento econômico, segundo explicou. A Secretaria de Turismo quer atrair parte dos 27 milhões de brasileiros que passaram a fazer parte da classe média. O lema é para que a primeira viagem desses brasileiros ao exterior seja à Argentina. O turismo representa atualmente 7,7% do PIB argentino e o objetivo do governo é aumentar essa fatia para 10%.
Fonte - Marina Guimarães Agencia Estado

Economia do Uruguai cresce 8,9% no 1º trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB) do Uruguai teve uma forte alta em relação a igual período do ano passado, apesar de uma leve desaceleração no ritmo do crescimento durante o primeiro trimestre deste ano, divulgou hoje o Banco Central do país.
O PIB do primeiro trimestre subiu 8,9% na comparação com o mesmo período de 2009, guiado por um forte ganho na produção de energia, assim como nos setores de comércio, entretenimento, transporte e comunicação. Em relação ao último trimestre do ano passado, o PIB teve uma alta de 1,7%, menor do que a dos três trimestres anteriores.
O crescimento na produção de energia se deu principalmente devido ao aumento na produção das hidrelétricas. Fortes chuvas caíram na região este ano, enchendo os reservatórios após a seca do ano passado.
O crescimento no setor agrícola foi moderado, subindo 5,9% na comparação com 2009. Em relação ao trimestre anterior, a produção agrícola caiu 1,7%. Essa queda foi compensada por um forte aumento no setor manufatureiro, que subiu 3% na comparação com o trimestre anterior.
Fonte - Dow Jones

Forte investimento na Bolívia em perspetiva

O governo da China manifestou interesse em financiar a instalação da maior indústria siderúrgica da Bolívia na jazida do Mutún (Santa Cruz). Além da China, a companhia indiana Jindal Steel também firmou convênios com a Empresa Siderúrgica do Mutún (ESM), estatal boliviana que atuará no setor.
A empresa chinesa CEIEC manifestou interesse em instalar uma planta na Bolívia com capacidade de explorar 100 milhões de toneladas de ferro. Já a sulcoreana Hyundai Steel enviou uma missão técnica ao país para tratar de novos investimentos.
Fonte - Agência Prensa Latina

Brasil terá maior crescimento agrícola do mundo até 2019

A produção agrícola do Brasil deverá registrar o maior crescimento mundial, de mais de 40% até 2019, na comparação com o período entre 2007 e 2009, segundo um relatório conjunto da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado nesta terça-feira.
"É no Brasil que a alta da produção agrícola será, de longe, a mais rápida", afirma o documento Perspectivas Agrícolas 2010-2019, divulgado pelas duas organizações.
De acordo com o relatório, a agricultura russa deve crescer 26% até 2019. Os setores agrícolas da China e da Índia também devem registrar um aumento significativo nesse período, de 26% e 21%, respectivamente.
Já a produção agrícola da União Europeia deve registrar uma expansão de menos de 4% até 2019, segundo o relatório, que classifica o desempenho como "estagnado".
"O aumento da produção agrícola mundial deverá ser menos rápido durante a próxima década do que nos últimos dez anos, mas ela deverá, no entanto, permitir o crescimento de 70% da produção mundial de alimentos até 2050, como exige o crescimento demográfico previsto", afirma o relatório.

Etanol
O documento demonstra que o Brasil deve ampliar ainda mais suas atividades em setores agrícolas onde já atua com destaque. Um deles é o da produção de etanol, que deve crescer 7,5% por ano no Brasil no período entre 2010 e 2019.
"O Brasil, com sua indústria baseada na produção de etanol a partir da cana-de-açúcar, deverá ser o principal exportador mundial. Uma parte dessas exportações deve transitar pelos países do Caribe com destino aos Estados Unidos para se beneficiar de condições preferenciais de importação", diz o relatório.
Segundo a FAO e a OCDE, "o aumento do comércio internacional de etanol vai resultar quase totalmente do crescimento das exportações brasileiras".
O documento afirma ainda que "40% do aumento da produção mundial de etanol deve ser realizado graças ao aumento da produção baseada na cana-de-açúcar, principalmente do Brasil, para atender a demanda doméstica brasileira e americana".

Oleaginosas
Outro setor agrícola em que o Brasil deverá ter maior destaque é o dos oleaginosos (soja, milho, óleos vegetais). Durante a próxima década, 70% do aumento das exportações mundiais de grãos oleaginosos devem vir do Brasil.
As exportações brasileiras do produto devem passar de 26% do total mundial em 2010 a 35% em 2019, diz o relatório.
"O Brasil deverá se tornar o primeiro exportador mundial de grãos oleaginosos, ultrapassando os Estados Unidos em 2018."
O país também deverá ampliar sua posição, já forte, no mercado mundial de açúcar, representando 50% do comércio internacional na próxima década.
O Brasil terá ainda um papel significativo no aumento do comércio mundial de carnes, contribuindo "sozinho com 63% das exportações de países que não integram a OCDE e com um terço das exportações mundiais", diz o relatório.
O documento afirma também que os preços dos produtos agrícolas voltaram a cair, após os níveis recordes atingidos há dois anos, durante a crise alimentar, mas ressalta que "é pouco provável" que eles voltem aos níveis médios da década passada.

Fonte - O Globo

Bilateral Portugal - Venezuela

Os Governos de Portugal e da Venezuela vão transformar a “muito importante” agenda económica bilateral num “plano económico para enfrentar a crise”, revelou hoje o ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro.
“Temos uma agenda económica muito importante que queremos converter num plano económico para enfrentar a crise, tanto Portugal como a Venezuela”, disse.
Nicolás Maduro falou depois de um encontro com o seu homólogo português, Luís Amado, que iniciou sábado uma curta visita a Caracas de onde partirá hoje para os Estados Unidos.
O ministro venezuelano recordou que para 29 de maio está prevista uma visita oficial do Primeiro-ministro, José Sócrates, a Caracas durante a qual se reunirá com o presidente da República da Venezuela, Hugo Chávez.
“Vamos ter a presença, uma visita oficial do Primeiro-ministro Sócrates, de Portugal, com uma ampla delegação do Governo português, que será a oportunidade, com o comandante Hugo Chávez, presidente da República para estabelecer a agenda e a rota de desenvolvimento desta aliança económica Portugal, Venezuela”, disse.
Sobre a reunião com Luís Amado precisou que “foi muito elucidativa sobre o que é a crise da economia capitalista europeia” e que ambos países apostam em “estudar” projetos conjuntos de desenvolvimento.
Recordou que “no campo tecnológico está em marcha o projeto de instalação, na Venezuela, de uma fábrica de computadores Canaima (nome local dos portáteis Magalhães), no campo da infraestrutura, a implementação de reparações a fundo e a ampliação do porto de La Guaira (a norte de Caracas), e a construção de vários milhares de habitações com empresas portuguesas em aliança com a Venezuela”.
“No campo energético há um conjunto de alianças para a participação da empresa petrolífera portuguesa (Galp) na faixa petrolífera de Orinoco, para continuar tudo o que tem a ver com o fluxo de produtos derivados do petróleo a Portugal”, sublinhou.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O Fórum Empresarial da Integração da América do Sul

O Fórum Empresarial da Integração da América do Sul, promovido pela Federação das Câmaras de Comércio e Indústria da América do Sul, foi marcado por um movimento em prol do fortalecimento das relações comerciais entre os países do subcontinente. O evento, que aconteceu nos últimos dias 19 e 20, no Hotel JW Marriott, em Copacabana, atraiu a atenção do empresariado brasileiro que aprovou as propostas de integração regional. De acordo com Darc Costa, presidente da Federação das Câmaras de Comércio e Indústria da América do Sul, o objetivo do Fórum é tornar o bloco uma referência mundial na exportação de bens de consumo e transformar o Rio de Janeiro no grande centro comercial da América do Sul.
- O Brasil exporta commodities para o mundo e manufaturados para a América do Sul. Temos que incentivar essas exportações de manufaturados, assim como estreitar as relações comerciais com os paises do subcontinente. Dessa forma, os países da América do Sul terão como barganhar melhor no mercado internacional - disse Darc, ao mostrar um gráfico indicando a evolução do comércio entre os países da América do Sul, com salto de US$ 12 bilhões para US$ 68 bilhões, referente aos anos de 2003 e 2008, respectivamente.
A sinalização favorável quanto à integração energética entre Brasil e Venezuela - marcada pela assinatura do acordo entre Patrobras e PDVSA para a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, em outubro, o lançamento ao mar do primeiro petroleiro da estatal venezuelana construído no Brasil, em novembro, e a possibilidade de entrada do país vizinho no Mercosul - ganhou destaque nas discussões do Fórum.
- Não só a integração energética, mas toda a integração comercial entre Brasil e Venezuela servirá para equilibrar a balança comercial dos dois países. Ressalto a importância dos esforços regionais para a integração comercial, a fim de consolidarmos um forte bloco econômico regional. Com a renovação tecnológica do Brasil, nós (venezuelanos) esperamos contribuir também com a construção de navios e estaleiros na Venezuela - conta o diretor-executivo da PDVSA do Brasil, Sérgio Tovar, ao destacar que a proposta implica ainda na redução das assimetrias entre os países da América do Sul.
Segundo país do mundo em relação comercial com o Brasil, a Venezuela é o maior produtor de petróleo e gás do bloco. Segundo dados da PDVSA e da Petrobras, as estatais são responsáveis pela produção de três milhões e dois milhões de barris de petróleo por dia, respectivamente.
- Temos que criar um modelo para que a América do Sul se torne referência no mundo em autosuficiência energética - complementa Tovar.
O coordenador de Integração Internacional da Petrobras, Aloisio Teles, informou que a estatal brasileira estuda outros dois projetos do setor energético com a Venezuela, como a construção de um gasoduto na Região Sul e a criação da Petro América.
- Os projetos não foram descartados, ainda estão sendo analisados. A Petrobras está com muitos investimentos no momento, sendo um deles a exploração do Pré-Sal, e a fase é de ponderação de recursos - explicou o executivo da Petrobras.
O debate sobre integração energética contou ainda com os palestrantes: Marcelo Lira, da Braskem, Marcos Vinicius Nascimento, da Eletrobras, Paulo Sérgio Galvão, da ABINEE, Casemiro Taleikis, ABIMAQ.
O bloco sobre "Importância da Infraestrutura Logística da América do Sul" teve a presença de Franscisco Luis Batista, representando o ministro dos Transportes do Brasil, Alfredo Nascimento, Luis Fernando Santos Reis, da SINICON, Antonio Miguel Marques, da Camargo Corrêa, Jorge Barata, da Odebrecht, e o ex-ministro Rafael de Almeida Magalhães.
No painel "Ações para a Integração Monetária da América do Sul" foi debatido por Fabio Faria, da SECEX.
A Integração Cultural entre os Povos e o Turismo na América do Sul foi discutido entre o cônsul-geral da Venezuela, Edgar Gonzalez, o professor da UFRJ Carlos Lessa, e a presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Uruguai, Beatriz Bissio.
O penúltimo painel contou com as presenças de Cláudio Ferreira da Silva, da ABDI, Gilberto Lima, da APEX, e Paulo Protásio, da ANUT/ABECE.
Para finalizar o evento, o tema escolhido foi "Integração pelas Telecomunicações da América do Sul", com representantes da Telecom, Ministério das Telecomunicações e da construtora Andrade Gutierre