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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Crescem exportações colombianas

As exportações da Colômbia cresceram 28 por cento em maio passado, com relação ao mesmo mês de 2009, quando se registrou um retrocesso de 19 por cento, conforme fontes especializadas.
Segundo um relatório divulgado pelo estatal Departamento Administrativo Nacional de Estatística (DANE), no quinto mês do ano as vendas externas do país ascenderam a 3 bilhões 510,6 milhões de dólares.
Em maio do ano passado a cifra chegou a 2 bilhões 742,5 milhões de dólares.
O DANE atribuiu este resultado ao crescimento nas exportações tradicionais, fundamentalmente.
Precisamente, este setor experimentou no período analisado uma alta de 51,1 por cento, ao passar de 1 bilhão 416,3 milhões de dólares a 2 bilhões 140,2 milhões entre um e outro ano.
Enquanto isso, as vendas de petróleo e seus derivados subiram em 56,7 por cento.
Por sua vez, as exportações não tradicionais escalaram 3,3 por cento, ao passar de 1 bilhão 326,2 milhões de dólares a 1 bilhão 370,5 milhões.
Por países destaca-se a alta de 25,5 por cento nas vendas aos Estados Unidos durante maio passado, frente igual mês de 2009.
De acordo com os dados fornecidos pelo DANE, nos cinco primeiros meses de 2010 as exportações colombianas cresceram 26,6 por cento com relação ao mesmo período do ano anterior, quando registraram uma diminuição de 17,2 por cento.
Fonte - Prensa Latina

sábado, 19 de junho de 2010

PIB da Argentina cresce 6,8% no primeiro trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina registrou um crescimento anual de 6,8% no primeiro trimestre do ano, informou hoje o Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec). O crescimento econômico registrado entre janeiro e março é o mais importante desde o terceiro trimestre de 2008, quando tinha sido de 6,9%, destacou um relatório do Indec.
O organismo oficial assinalou, além disso, que o investimento interna bruto fixado reverteu quatro trimestres consecutivos em baixa ao registrar uma alta anual de 13,1%, com o que se situou nos 21% do PIB. Por causa do impacto da crise financeira global, o PIB da Argentina cresceu 0,9 % em 2009, depois de seis anos consecutivos de incrementos a uma taxa de 8% em média. Para 2010, tanto o orçamento oficial como o Banco Central da Argentina prevêem um crescimento econômico de 2,5%.
Fonte - Economia

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Banco Central do Chile reduz projeção de crescimento econômico para 2010

O Banco Central do Chile reduziu nesta quarta-feira em 0,25% sua projeção de crescimento da economia para este ano, para entre 4% e 5%, devido a uma expansão menor que a esperada no primeiro trimestre.
No período, o Produto Interno Bruto (PIB) do Chile cresceu apenas 1%, devido ao impacto do terremoto de 27 de fevereiro na economia do país.
A nova projeção foi divulgada pelo presidente do Banco Central chileno, José de Gregorio, ao apresentar o Relatório de Política Monetária (Ipom) correspondente a este mês na Comissão de Fazenda do Senado, em Valparaíso.
Este foi o segundo rebaixamento da projeção econômica para 2010 feito pelo Banco Central, que originalmente previu um crescimento de entre 4,5% e 5,5%, que, em março, foi reduzida para entre 4,25% e 5,25%.
Gregorio, que qualificou de "mínimo" o novo corte, disse que o contexto externo da economia chilena está mais incerto, pois a recuperação mundial será mais lenta que o esperado e as tensões atuais "são uma fonte importante de risco".
O presidente disse que "a magnitude e o alcance" dos seus efeitos de um possível agravamento da situação financeira na Europa são "incertos, mas potencialmente significativos".
No entanto, o Banco Central do Chile aumentou sua previsão de crescimento da demanda interna, de 12,4% para 14,5%, principalmente por causa de aumentos na formação bruta de capital fixo e do consumo privado.
Fonte - Agencia EFE

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Brasil terá maior crescimento agrícola do mundo até 2019

A produção agrícola do Brasil deverá registrar o maior crescimento mundial, de mais de 40% até 2019, na comparação com o período entre 2007 e 2009, segundo um relatório conjunto da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado nesta terça-feira.
"É no Brasil que a alta da produção agrícola será, de longe, a mais rápida", afirma o documento Perspectivas Agrícolas 2010-2019, divulgado pelas duas organizações.
De acordo com o relatório, a agricultura russa deve crescer 26% até 2019. Os setores agrícolas da China e da Índia também devem registrar um aumento significativo nesse período, de 26% e 21%, respectivamente.
Já a produção agrícola da União Europeia deve registrar uma expansão de menos de 4% até 2019, segundo o relatório, que classifica o desempenho como "estagnado".
"O aumento da produção agrícola mundial deverá ser menos rápido durante a próxima década do que nos últimos dez anos, mas ela deverá, no entanto, permitir o crescimento de 70% da produção mundial de alimentos até 2050, como exige o crescimento demográfico previsto", afirma o relatório.

Etanol
O documento demonstra que o Brasil deve ampliar ainda mais suas atividades em setores agrícolas onde já atua com destaque. Um deles é o da produção de etanol, que deve crescer 7,5% por ano no Brasil no período entre 2010 e 2019.
"O Brasil, com sua indústria baseada na produção de etanol a partir da cana-de-açúcar, deverá ser o principal exportador mundial. Uma parte dessas exportações deve transitar pelos países do Caribe com destino aos Estados Unidos para se beneficiar de condições preferenciais de importação", diz o relatório.
Segundo a FAO e a OCDE, "o aumento do comércio internacional de etanol vai resultar quase totalmente do crescimento das exportações brasileiras".
O documento afirma ainda que "40% do aumento da produção mundial de etanol deve ser realizado graças ao aumento da produção baseada na cana-de-açúcar, principalmente do Brasil, para atender a demanda doméstica brasileira e americana".

Oleaginosas
Outro setor agrícola em que o Brasil deverá ter maior destaque é o dos oleaginosos (soja, milho, óleos vegetais). Durante a próxima década, 70% do aumento das exportações mundiais de grãos oleaginosos devem vir do Brasil.
As exportações brasileiras do produto devem passar de 26% do total mundial em 2010 a 35% em 2019, diz o relatório.
"O Brasil deverá se tornar o primeiro exportador mundial de grãos oleaginosos, ultrapassando os Estados Unidos em 2018."
O país também deverá ampliar sua posição, já forte, no mercado mundial de açúcar, representando 50% do comércio internacional na próxima década.
O Brasil terá ainda um papel significativo no aumento do comércio mundial de carnes, contribuindo "sozinho com 63% das exportações de países que não integram a OCDE e com um terço das exportações mundiais", diz o relatório.
O documento afirma também que os preços dos produtos agrícolas voltaram a cair, após os níveis recordes atingidos há dois anos, durante a crise alimentar, mas ressalta que "é pouco provável" que eles voltem aos níveis médios da década passada.

Fonte - O Globo