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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Mercosul quer definir ações para a integração industrial em vários setores em reunião em Brasília

A estratégia de integração econômica do Brasil, da Argentina, do Paraguai e Uruguai é assunto de uma reunião conjunta dos ministros da Indústria, Comércio e Turismo dos quatro países. No seminário estiveram presentes os ministros do Brasil, Miguel Jorge, da Argentina, Débora Adriana Giorgi, do Paraguai, Francisco Rivas Almada, e do Uruguai, Roberto Kreimerman. “Como nunca antes estamos trabalhando em uma agenda de integração produtiva no Mercosul genuína, que nos permitirá ficar juntos para competir em terceiros mercados”, afirmou a ministra da Argentina.
Segundo Débora Giorgi, houve orientações de todos os presidentes dos países que integram o Mercosul para aprofundar os estudos e levar adiante a integração dos setores específicos. “No Brasil temos programado uma agenda específica em setores estratégicos para os países. Temos casos concretos de parceria entre empresas brasileiras e argentinas”, disse ela.
Em seguida, a ministra acrescentou: “Também entre o Uruguai e Paraguai, descobrimos as oportunidades em setores como software, metalurgia, peças de automóveis “. Para Débora Giorgi, a integração é, sobretudo, um ato de complementaridade. “O progresso em um processo de integração vai além do comércio, para incluir infraestruturas, energia, social, complementaridade produtiva e ambiente de cuidado”, disse.
Desde o ano passado, o Brasil e a Argentina atuam na integração de setores industriais, como laticínios, madeira e móveis, vinho, óleo e gás, entre outros. Segundo Débora Giorgi, os países estão desenvolvendo ferramentas para cofinanciamento dos processos de integração e de associação por intermédio do Banco Nacional e do Banco de Investimento e Comércio Exterior da Argentina e do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).
Para a Argentina e o Brasil, há áreas sensíveis que merecem atenção especial, são elas as áreas de óleo, petróleo, autopeças, máquinas agrícolas, além de madeira e móveis, eletrodomésticos (geladeiras, fogões e máquinas de lavar), vinho e laticínios.
Fonte - Agência Brasil

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Crescimento econômico e integração transformam meio ambiente em novo problema para a Bolívia

Junte o forte crescimento da economia boliviana sob o governo Evo Morales com a integração continental rumo ao Pacífico. Acrescente a necessidade brasileira por mais energia, também por conta do crescimento econômico. São boas notícias que trazem um novo problema: conciliar a necessidade da realização de obras de infraestrutura na Amazônia boliviana com a preservação ambiental e um maior equilíbrio social.
A expansão territória da atividade econômica da Bolívia foi debatida no seminário “Ordenamento Territorial Boliviano: questões agrárias, econômicas e sociais”, organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina da USP (Universidade de São Paulo). Os debatedores comentaram como essa conjuntura continental, que inclui também a pressão por novas terras para a criação de gado pelo agronegócio, afeta a Bolívia.
Fonte - Operamundi

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Integração energética da América Latina é defendida pela CCEE

O presidente do Conselho de Administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Antonio Machado, defendeu hoje (27/7) a integração energética da América Latina, ao participar do Seminário Internacional de Integração Energética Brasil-Bolívia. O evento é promovido pelo Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
“O Brasil tem hoje um modelo de suprimento energético que não tem igual no mundo. Com o regime de leilões, nós, de certa forma, descobrimos o ovo de Colombo”, disse Machado. Ele explicou que isso significa que o Brasil conseguiu montar um modelo energético que traz pouco risco aos empreendedores e garante receita por um longo período.
Conforme Machado, saber os preços médios dos leilões de energia com antecedência de cinco anos, permite às empresas fazer o planejamento “É muito importante para o setor de energia elétrica, em que o produto não é estocável, saber em cinco anos qual é a disponibilidade”.
O presidente do Conselho de Administração da CCEE recordou, no entanto, que a Europa, que começou a integração dos mercados energéticos em 2005, ainda não conseguiu fazer um mercado único, devido a problemas de preço e co-gestão.
Atualmente, o Brasil exporta 2 mil megawatts (MW) de energia para a Argentina, que repassa até 500 MW para o Uruguai. “Isso significou para o Uruguai quase a metade do suprimento em alguns meses, de 2008 para cá”. Diretamente, o Brasil exporta para o mercado uruguaio 70 MW. Para a Bolívia, a exportação brasileira de energia é de apenas 0,6 MW, ou o equivalente a 600 quilowatts (kW).
Fonte - Agencia Brasil

domingo, 18 de julho de 2010

Relação política e comercial entre Brasil e Argentina é o eixo para a integração

A relação entre o Brasil e a Argentina é o eixo central que poderá permitir a construção de uma América Latina e caribenha integrada e de um Mercosul fortalecido. Na medida em que o entendimento político entre os dois países torna-se mais sólido, as questões que provocam atritos pontuais são resolvidas graças aos mecanismos de aproximação já consolidados, como é o caso das reuniões entre os presidentes, ministros e autoridades dos dois governos. A existência de diferenças de entendimento sobre determinados temas não é grave. O importante é que elas possam ser tratadas em ambiente institucional de diálogo, e isso já existe entre os dois países.
De acordo com o embaixador do Brasil na Argentina, Enio Cordeiro, um exemplo desse diálogo são os frequentes encontros entre os empresários brasileiros e argentinos. O embaixador disse à Agência Brasil que nessas reuniões os empresários não se vêem e não se comportam como competidores, mas como participantes de um mercado ampliado que oferece oportunidades comuns. "Há uma determinação política por trás da aproximação dos dois países, que responde também a uma inclinação natural da cidadania dos dois países, na medida em que os brasileiros conhecem mais a Argentina e vice-versa", disse.
Essa motivação política, segundo Enio Cordeiro, pode ser verificada, na prática, na atuação dos agentes econômicos que levou a um grande crescimento na relação comercial entre o Brasil e a Argentina. "Nós estamos perfeitamente conscientes de que, em termos políticos, os dois países são muito importantes um para o outro", disse. "Nada melhor para a projeção das suas relações externas do que um país poder dizer ‘aquilo que é meu interesse caminha junto com um grande vizinho‘ e que o vizinho possa dizer o mesmo".
Cordeiro disse que a qualidade da relação com os vizinhos é algo inestimável. "Por isso, é importante construir no entorno regional um projeto comum que seja um fator de respeito mútuo, de consertação política, entendimento, prosperidade comum, oportunidades de investimentos e, também, de interação entre a cidadania, com facilidades de residência, livre circulação de pessoas, oportunidades de trabalho e estudo nos dois lados da fronteira".
O embaixador acredita que não interessa a nenhum empresário brasileiro que seu negócio e suas exportações cresçam à custa da perda de empregos e do fechamento de indústrias no pais vizinho. "Nós queremos é crescer todos juntos", disse Cordeiro. "O que nos interessa é encontrar fórmulas que permitem atender a questões que possam, em determinados momentos, afetar em maior ou menor grau um determinado setor do comércio".
Recentemente, a imprensa do Brasil e da Argentina divulgaram informações sobre a proibição da importação de alimentos brasileiros industrializados que tivessem similares produzidos no país vizinho. O embaixador Enio Cordeiro afirma que não recebeu nenhuma queixa de empresários brasileiros relacionada ao assunto. "Não acho que nas questões de relação comercial a gente deva se preocupar muito com a existência de determinadas questões pontuais que possam representar uma tensão momentânea na relação comercial", disse Cordeiro.
"O pior é não ter questão nenhuma, pois isso seria indicativo da irrelevância da nossa relação comercial. Talvez os Estados Unidos e o Canadá sejam os vizinhos que mais comércio têm entre si. Pontos de atrito não significam nenhuma ameaça à relação entre eles. Isso faz parte do cotidiano. A existência de dificuldades nas importações e exportações dos países não significa nenhuma guerra comercial", afirmou.
De acordo com Enio Cordeiro, apenas no mês de maio as exportações brasileiras para o mercado argentino, comparadas com o mesmo período de 2009, cresceram mais de 70%. "Não existe um ambiente que se possa rotular de restrições às exportações brasileiras. Este talvez seja o mercado mais receptivo, nesse momento em que há restrições em tantas outras partes do mundo".
O embaixador acrescentou que, nos últimos anos, empresas brasileiras movimentaram mais de US$ 9 bilhões na economia argentina. No caminho inverso, investimentos argentinos registrados no Brasil chegam a quase US$ 4 bilhões. Segundo Enio Cordeiro, são investimentos direcionados a setores de ponta, de produção de energia, tecnologia agrícola e pastoril, siderurgia e alimentício. "É isso que deve ser estimulado", disse Cordeiro. "Estamos nos esforçando para favorecer e estimular a criação de maior integração produtiva entre os agentes econômicos brasileiros e argentinos".
Fonte - Agência Brasil


domingo, 4 de julho de 2010

Venezuela e Chile dividem presidência de novo bloco americano

Venezuela e Chile presidirão de forma conjunta um novo bloco americano, que promoverá a integração regional sem a presença dos Estados Unidos e do Canadá, anunciou neste sábado o ministério das Relações Exteriores venezuelano depois de uma reunião de chanceleres em Caracas.
"Os ministros das Relações Exteriores da Cúpula da América Latina e do Caribe, reunidos em Caracas neste sábado, concordaram que a Venezuela e o Chile levem a cabo a redação dos estatutos do novo organismo de integração regional", anunciou a chancelaria venezuelana em sua página na Internet.
A presidência do organismo, chamado Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), será repartida por Venezuela e Chile entre 2010 e 2012, período no qual ambas as nações deverão organizar as duas primeiras cúpulas do bloco e redigir "o documento de procedimentos" do grupo.
O principal objetivo do encontro, ao qual participaram quase 20 chanceleres dos 32 países do bloco, foi dar seguimento aos acordos alcançados na Cúpula da Unidade da América Latina e do Caribe, realizada no México em fevereiro, quando foi aprovada a criação da Celac.
Durante a reunião, o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, apresentou aos representantes latino-americanos o "Plano Caracas", que contém "um conjunto de objetivos para consolidar a integração das nações que fazem parte desta cúpula" em áreas como superação da pobreza e cooperação tecnológica.
Segundo a chancelaria, o "Plano Caracas" também prevê "a necessidade de construir um sistema multilateral de comércio justo" e "põe em discussão a necessidade de aumentar a cooperação entre os organismos regionais de integração", como Mercosul, Petrocaribe, Unasul e outros.
Na reunião também se decidiu, segundo a agência oficial de notícias AVN, que no próximo 6 de setembro será realizada em Caracas uma nova reunião do grupo para continuar a preparação da "Cúpula dos Chefes de Estado e de Governo dos Países da América Latina e do Caribe" de julho de 2011, na qual a Celac será instalada de fato.
Fonte - AFP