O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) lançaram o Edital 61/2010 para selecionar 1 projeto cooperativo binacional que contribua para o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil e da Argentina na área de agrobiotecnologia.
A chamada é destinada a grupos de pesquisa brasileiros vinculados a instituições de ensino superior, institutos e centros de pesquisa e desenvolvimento, públicos ou privados sem fins lucrativos, e empresas públicas.
Seu objetivo principal é promover o avanço científico e tecnológico do Brasil e da Argentina, visando à geração de produtos, processos e serviços focados na área de agrobiotecnologia.
O proponente será o coordenador brasileiro projeto e deverá especificar na proposta os dados do coordenador argentino (nome, instituição, resumo do currículo, etc.), assim como os dados das demais instituições colaboradoras.
A parceria com o setor privado é altamente recomendada, sendo que as empresas parceiras deverão aportar recursos, financeiramente mensuráveis, de no mínimo 10% adicionais ao orçamento global do projeto.
As propostas devem ser encaminhadas ao CNPq exclusivamente por meio do Formulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas.
O proponente precisa ter o título de doutor, com experiência no tema do projeto e currículo cadastrado na Plataforma Lattes e ter vínculo empregatício ou funcional com a instituição executora.
O projeto cooperativo binacional aprovado será financiado com recursos no valor de R$ 500 mil, oriundos do MCT.
O prazo para envio das propostas termina em 26 de outubro e o resultado será divulgado a partir de novembro deste ano. ´
Fonte - Aquidauana
A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) anunciou nesta quarta-feira a entrega dos dois primeiros aviões E-190 de um pacote de 20 aeronaves desse modelo encomendados pela companhia argentina Austral Linhas Aéreas em maio de 2009.
Em comunicado, a Embraer informou que as aeronaves são do modelo Advanced Range, que pode voar 2,4 mil milhas náuticas sem escala, autonomia suficiente para cobrir todo o território argentino, e possuem sistemas de entretenimento para passageiros.
"Com a entrada da Austral em nossa lista de operadores, chegamos a 53 companhias", disse o vice-presidente executivo de aviação comercial da Embraer, Paulo César de Souza, que acrescentou que os aviões da empresa operam em 36 países.
O empresário afirmou que sente "muito orgulho" por estreitar os laços comerciais com a Argentina, um país que, segundo ele, tem "um mercado de transporte aéreo dinâmico e com muito bom potencial de crescimento".
O contrato entre Embraer e Austral foi fechado em abril deste ano e a companhia argentina pretende usar as novas aeronaves para substituir algumas mais antigas em rotas regionais, intensificar as freqüências de voos atuais e chegar a novas cidades.
Fonte - EFE
A rejeição da França à negociação comercial da União Europeia (UE) com o Mercosul foi interpretada na Argentina como uma defesa aberta do protecionismo, afirmaram nesta quarta-feira legisladores e agricultores.
"A Europa faz uma política de protecionismo", disse à AFP Ricardo Buryaile, presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, em resposta às declarações do ministro francês da Agricultura, Bruno Le Maire.
Le Maire afirmou esta semana que a "Europa não é o lixão dos produtos agrícolas da América do Sul", no momento em que o comissário europeu do Comércio, Karel de Gucht, visita a região.
De Gucht minimizou a importância nesta quarta-feira de tais afirmações, ao declarar que a França deverá acatar as decisões que surgirem da negociação entre a União Europeia e o Mercosul, em declarações em coletiva de imprensa em Buenos Aires.
"A posição francesa é conhecida, é o que disse todos os dias, levaremos em conta essa posição. Estamos em contato com eles, mas é a Comissão que negocia, e devemos respeitá-la", disse De Gucht à AFP.
De Gucht esteve na terça-feira no Brasil e nesta quarta-feira reuniu-se em Buenos Aires com o chanceler argentino, Héctor Timerman, e com a ministra da Indústria, Débora Giorgi, com o objetivo de reativar as conversas para um acordo.
A postura francesa foi alvo de críticas em Uruguai e Paraguai, sócios plenos do bloco junto a Brasil e Argentina, cujo governo, no entanto, evitou divulgar reações às declarações de La Maire.
Fonte - AFP
Técnicos brasileiros, argentinos, uruguaios e paraguaios estão reunidos divididos em grupos setoriais, para discutir acordos técnicos.
Um desses grupos é o de integração produtiva, um dos mais novos criados no âmbito do Mercosul por determinação dos presidentes dos países que compõem o bloco. O objetivo é acelerar e aprofundar os esforços para que o Mercosul esteja cada vez mais articulado na produção de bens e serviços.
O negociador brasileiro no Grupo de Integração Produtiva do bloco é Reginaldo Arcuri, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Ele disse à Agência Brasil que, ao compartilhar suas estruturas industriais e desenvolver tecnologias comuns, um bloco econômico como o Mercosul amplia e melhora o grau de consolidação dos processos de integração.
Ao longo de um ano e meio de sua existência, o grupo apresenta alguns resultados concretos. É o caso de um portal destinado aos empresários do bloco e dos projetos discutidos nas áreas naval, aeronáutica e fitossanitária. Entre eles, dois terão destaque na reunião de San Juan.
Reginaldo Acuri disse que são projetos extremamente importantes porque se referem à preparação de pequenas e médias empresas do Mercosul para que elas possam estar cada vez mais integradas, entre si e com as empresas âncoras de duas cadeias produtoras essenciais para o Mercosul. A primeira delas é a automotriz. Segundo o presidente da ABDI, é nesse setor em que o Mercosul está industrialmente mais integrado.
Ele destacou que, como todas as montadoras são estrangeiras, “é extremamente importante que os fornecedores de autopeças dos nossos países possam, cada vez mais, acompanhar o desenvolvimento tecnológico, sendo capazes de fornecer para as montadoras, entrar na rede de fornecimento mundial de autopeças e se articular melhor”. Acuri destacou que “ganhar escala e densidade empresarial” é decisivo para que os países sejam competitivos na cadeia produtiva.
O segundo projeto em análise hoje pelo Grupo de Integração Produtiva, e que poderá ser aprovado amanhã, refere-se ao setor de gás e petróleo. “A Argentina tem uma produção tradicional, o Brasil também. O Brasil, com as reservas do pré-sal, sem dúvida irá para um outro patamar na sua escala e na sua importância mundial. Há uma infinidade de bens e uma infinidade talvez ainda maior de serviços que podem ser desenvolvidos na cadeia de gás e petróleo”, disse Acuri.
De acordo com ele, os dois projetos – o automotriz e o de gás e petróleo – são importantes para preparar as indústrias dos países do Mercosul “de modo que elas estejam integradas e possam compartilhar os processos de produção”.
Cada um dos projetos, segundo o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, poderá receber financiamento de US$ 2,5 milhões do Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), criado em 2004 para financiar ações comunitárias no bloco.
O Focem financia projetos destinados à construção de pontes, redes de transmissão de energia, estradas e saneamento, entre outros. Será a primeira vez em que o fundo destinará recursos a projetos específicos de integração industrial do Mercosul, se eles forem aprovados.
Fonte - Juliana Andrade
O intercâmbio comercial entre Egito e os membros do bloco econômico sul-americano Mercosul deve triplicar nos próximos anos como parte de uma estratégia para garantir o fornecimento de alimentos à nação africana, disse nesta terça-feira o ministro do Comércio daquele país.
“Temos 2,5 bilhões de dólares de comércio entre o Egito e o Mercosul, com o tratado de livre comércio podemos duplicar ou triplicar esse número facilmente nos próximos anos”, disse o ministro Rachid Mohamed Rachid em entrevista à Reuters.
O acordo entre Egito e Mercosul, formado por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, foi assinado na véspera na província argentina de San Juan, onde o bloco regional realizou nesta terça-feira sua cúpula semestral de presidentes.
Fonte - Reuters
A estratégia de integração econômica do Brasil, da Argentina, do Paraguai e Uruguai é assunto de uma reunião conjunta dos ministros da Indústria, Comércio e Turismo dos quatro países. No seminário estiveram presentes os ministros do Brasil, Miguel Jorge, da Argentina, Débora Adriana Giorgi, do Paraguai, Francisco Rivas Almada, e do Uruguai, Roberto Kreimerman. “Como nunca antes estamos trabalhando em uma agenda de integração produtiva no Mercosul genuína, que nos permitirá ficar juntos para competir em terceiros mercados”, afirmou a ministra da Argentina.
Segundo Débora Giorgi, houve orientações de todos os presidentes dos países que integram o Mercosul para aprofundar os estudos e levar adiante a integração dos setores específicos. “No Brasil temos programado uma agenda específica em setores estratégicos para os países. Temos casos concretos de parceria entre empresas brasileiras e argentinas”, disse ela.
Em seguida, a ministra acrescentou: “Também entre o Uruguai e Paraguai, descobrimos as oportunidades em setores como software, metalurgia, peças de automóveis “. Para Débora Giorgi, a integração é, sobretudo, um ato de complementaridade. “O progresso em um processo de integração vai além do comércio, para incluir infraestruturas, energia, social, complementaridade produtiva e ambiente de cuidado”, disse.
Desde o ano passado, o Brasil e a Argentina atuam na integração de setores industriais, como laticínios, madeira e móveis, vinho, óleo e gás, entre outros. Segundo Débora Giorgi, os países estão desenvolvendo ferramentas para cofinanciamento dos processos de integração e de associação por intermédio do Banco Nacional e do Banco de Investimento e Comércio Exterior da Argentina e do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).
Para a Argentina e o Brasil, há áreas sensíveis que merecem atenção especial, são elas as áreas de óleo, petróleo, autopeças, máquinas agrícolas, além de madeira e móveis, eletrodomésticos (geladeiras, fogões e máquinas de lavar), vinho e laticínios.
Fonte - Agência Brasil
Brasileiros que forem visitar a Venezuela não precisarão mais apresentar o passaporte na hora de entrar no país vizinho. Com data ainda indefinida para entrar em vigor, a novidade foi anunciada essa semana pelo embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Arvelaiz.
Segundo o embaixador, o governo venezuelano acerta os procedimentos finais do acordo. A medida, válida também para os venezuelanos em visita ao Brasil, deve entrar em vigor até o fim do ano.
Com o fim da obrigatoriedade da apresentação do passaporte para brasileiros — o visto já não era cobrado para o trânsito entre os dois países —, a Venezuela se iguala aos países do Mercosul, com os quais o Brasil mantém fronteira livre para a circulação de pessoas, bastando apenas a apresentação de um documento de identificação.
Em fevereiro, o diretor do serviço de Identificação de Estrangeiros da Venezuela, Dante Rivas, havia anunciado que viajantes de países do Mercosul, além das nações associadas ao grupo, Bolívia e Chile, poderiam em breve entrar no país sem passaporte.
"Estamos estudando os documentos de identidade de cada país para pôr a ideia em prática", explicou na ocasião. Além disso, o funcionário disse que a Venezuela esperava "a curto prazo" a reciprocidade desta medida por parte dos países do Mercosul.
Fonte - Opera Mundi