Os presidentes dos congressos dos países-membros da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) iniciaram no dia 14 na capital equatoriana uma reunião que terá o objetivo de impulsionar a criação do Parlamento da Unasul.
No encontro de dois dias, busca-se discutir e aprovar um "protocolo adicional" para iniciar os trabalhos do órgão legislativo, citado no tratado constitutivo do bloco e que será instalado em Cochabamba, na Bolívia.
"Estamos dispostos a dizer a [o libertador] Simón Bolívar que hoje finalmente demos os passos necessários para começar a construção da pátria grande", afirmou o presidente da Assembleia Nacional (Congresso) do Equador, Fernando Cordero, ao inaugurar o encontro, que terminará nesta terça-feira.
Os participantes analisaram um modelo de protocolo formulado por um grupo de trabalho que estabelece o funcionamento, a composição e as atribuições do parlamento. Com o encontro, a intenção é promover a ratificação do tratado constitutivo da Unasul -- entidade que existe desde maio de 2008 --, apresentar o plano de trabalho 2010-2011 e estudar a proposta de criação do Banco do Sul.
Também participam da reunião representantes do Mercosul, do Parlamento Andino (Parlandino), do Parlamento Latino-Americano (Parlatino), do Parlamento Amazônico Internacional (PAI) e do Parlamento Indígena da América (PIA).
O presidente do Equador, Rafael Correa, cujo país atualmente preside a entidade, e o secretário-geral da Unasul e ex-mandatário argentino, Néstor Kirchner, irão se encontrar para analisar os "temas prioritários" da agenda do bloco.
Fonte - ANSA
O governo equatoriano aspira criar o Instituto de Biologia Genômica para a Conservação e Uso da Biodiversidade do Equador de modo a dar um novo impulso a ciência e tecnologia no país.
A decisão anunciada pelo presidente equatoriano, Rafael Correa, em recente corrente rádio-televisiva, começa a tomar forma, segundo declarou Manuel Baldeón, titular da Secretaria Nacional de Ciência e Tecnologia (SENACYT) à agência pública Andes.
Com a criação do Instituto de Biologia Genômica se complementarão, fortalecerão e unificarão todas as iniciativas que se vêm desenvolvendo em matéria de investigação no país, afirmou.
O Instituto terá como laboratório a biodiversidade do país, através da qual se buscará produzir mais e melhores alimentos, desenvolver novos medicamentos e mais baratos, impulsionar formas alternativas de produção energética e remediar danos ambientais.
Esta iniciativa, segundo o servidor público, se complementará com os esforços de outras instituições que vêm trabalhando de maneira isolada em biogenética, como o Ministério de Agricultura, Pecuária, Aqüicultura e Pesca, e através de melhoria de cultivos.
Apoiará também o estudo de remédios mais baratos e às empresas petroleiras na remediação dos derramamentos na Amazônia.
Justamente será a SENACYT quem se encarregará deste Instituto, e um dos primeiros passos que estão dando, segundo Baldeón, é contatar com universidades de outros países para que assessorem na implementação de laboratórios apropriados para este trabalho.
"A idéia é fazer uma instituição com os mais altos standarts de investigação biológica", disse e anunciou a decisão de promover bolsas de quarto nível no exterior, onde 400 pessoas já estão estudando e no final de sua carreira irão ao Instituto de Biologia Genômica.
Fonte - Prensa Latina
Depois da invasão chinesa na África, agora é a vez da América Latina. A China despejou mais de US$ 50 bilhões na região em empréstimos nos últimos 18 meses, aponta levantamento do JP Morgan. A maior parte são créditos garantidos com entrega de petróleo.
Companhias estatais e bancos chineses estão investindo pesado na região. A presença da China se expande por três vias: comércio, investimento e empréstimos. Os objetivos do gigante são garantir matérias-primas, vender produtos e diversificar suas reservas internacionais.
A Venezuela, do presidente Hugo Chávez, lidera com US$ 28 bilhões em créditos chineses. Em abril, foi selado um acordo de US$ 20 bilhões, a poucos meses de eleições legislativas.
Depois estão Brasil e Argentina, com US$ 10 bilhões cada. O Equador recebeu US$ 2,7 bilhões. No caso brasileiro, é uma linha de crédito para a Petrobrás. A estatal informa que utilizou US$ 7 bilhões.
"A magnitude desses acordos é surpreendente", disse Julio Callegari, economista do JP Morgan. Os acordos são fechados com o Banco de Desenvolvimento da China e com a PetroChina.
A América Latina ganhou relevância como fornecedora de petróleo para a China. Em 2009, a região vendeu 5,8% do petróleo importado pelo país, mais que o dobro dos 2,4% de 2004.
"Existe uma liquidez gigantesca na China, que se transformou em fonte de financiamento fácil para outros", disse o sócio da Strategus Consult, Renato Amorim. "Também houve um amadurecimento dos mecanismos de financiamento chineses. Eles aprenderam a investir fora."
A enxurrada de dólares chineses é bem-vinda, porque significa dinheiro barato que ajuda países com dificuldade para viabilizar financiamentos de longo prazo. Mas o movimento também preocupa. "É um braço da política externa chinesa", disse o economista do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Maurício Mesquita Moreira.
Fonte - Estadão
O Chile não acredita que o anúncio da China sobre a flexibilização gradual do iuan vá influenciar as exportações de cobre do país, disse no sábado o ministro da Mineração chileno, Laurence Golborne.
O Chile, o maior produtor mundial de cobre, tem como principal destino das exportações da commodity o mercado asiático. Seu principal comprador é a China.
"Temos que ver como será a gradualidade, mas não deverá haver um impacto significativo", disse Golborne à Reuters em entrevista pelo telefone.
"Se é um processo de reavaliação muito brusco que signifique menos competitividade na indústria chinesa, isso poderá se traduzir em menor demanda de commodities, mas não creio que seja isso, pois os chineses sempre demonstraram muito cuidado com sua economia", disse ele.
O anúncio sugere que o banco central chinês usará seu sistema de fixar taxas de referência diárias para o iuan a fim de guiar a moeda a um caminho de valorização gradual contra o dólar, depois de um período de três anos de câmbio fixo, desde meados de 2008.
"Temos que ver se a medida será efetiva e o quão gradual será. Não deverá ter impacto sobre as exportações de minério do Chile", disse Golborne.
Fonte - Globo
Uma delegação da União Europeia avaliou hoje de forma positiva os diálogos que manteve com autoridades equatorianas com objetivo de retomar as negociações para firmar um acordo comercial destinado "ao desenvolvimento".
"Foram reuniões muito construtivas, muito francas, nas quais ambos apresentamos nossos objetivos, nossas limitações também", afirmou o diretor político para a América Latina da Comissão Europeia, Gustavo Martínez Prada.
A delegação esclareceu que o encontro tinha como objetivo avaliar a possibilidade de o reiniciar as negociações em um futuro próximo, e não iniciá-las agora. "Não foi uma reunião de negociação, mas sim para ver se encontramos os espaços que nos fazem pensar que as negociações possam ser feitas de uma perspectiva razoável de êxito", explicou, por sua vez, o chefe de negociação europeu, Gaspar Frontini.
O Equador decidiu suspender as negociações com a União Europeia em julho de 2009, até solucionar o conflito que teve com o bloco por mais de 15 anos causado pelo aumento de taxas para exportação de bananas.
Em dezembro, a UE aceitou reduzir gradualmente os tributos às importações da fruta, fixando o valor de 176 para 114 euros por tonelada até 2017. Além disso, o governo equatoriano procura um tratado diferente dos que já foram firmados recentemente com Colômbia e Peru, que visam somente o livre comércio, e foram repudiados por Equador e Bolívia -- que pediam negociações em blocos, ou seja, entre a UE e a Comunidade Andina de nações.
Fonte - ANSA
O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina registrou um crescimento anual de 6,8% no primeiro trimestre do ano, informou hoje o Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec). O crescimento econômico registrado entre janeiro e março é o mais importante desde o terceiro trimestre de 2008, quando tinha sido de 6,9%, destacou um relatório do Indec.
O organismo oficial assinalou, além disso, que o investimento interna bruto fixado reverteu quatro trimestres consecutivos em baixa ao registrar uma alta anual de 13,1%, com o que se situou nos 21% do PIB. Por causa do impacto da crise financeira global, o PIB da Argentina cresceu 0,9 % em 2009, depois de seis anos consecutivos de incrementos a uma taxa de 8% em média. Para 2010, tanto o orçamento oficial como o Banco Central da Argentina prevêem um crescimento econômico de 2,5%.
Fonte - Economia
A ministra do Turismo do Paraguai, Liz Cramer, participou de uma coletiva no 5° Festival de Turismo das Cataratas, para mostrar à imprensa os novos rumos que o turismo está tomando no país. A ministra admitiu que demorou muito para que o turismo fosse visto como importante vetor de desenvolvimento econômico e social para a nação.
“Mas estamos avançando em questões importantes”, ressaltou a ministra. “O turismo já faz parte da agenda pública do governo”, acrescentou. Segundo ela, o presidente Lugo está fazendo “investimentos sem precedentes” em infraestrutura que deverão mudar muito todo o País. “Também estamos em busca de maior conectividade com o resto do mundo. Estamos planejando investimentos na nova ponte entre o Paraguai e o Brasil, cruzeiros fluviais, em novos voos e produtos turísticos”, explicou. Ainda de acordo com a ministra, esses investimentos já estão atraindo novos serviços e redes hoteleiras para a região.
Liz Cramer informou que todo o planejamento turístico para o país consta em um plano estratégico até 2018, que tem o objetivo de ampliar o fluxo de visitantes dos atuais 400 mil visitantes/ano para um milhão em 2018. “Estamos crescendo e sabemos para onde vamos. Queremos aproveitar melhor a proximidade com o Brasil. Dos quase dois milhões de visitantes de Foz do Iguaçu, não aproveitamos nem 10%”, disse.
Fonte - Panrotas