quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Santos e Chávez se reunirão para avançar no processo de paz

Depois de fecharem um acordo de paz, em agosto, os presidentes da Colômbia, Juan Manuel Santos, e da Venezuela, Hugo Chávez, terão um novo encontro em outubro. Santos elogiou as eleições parlamentares realizadas no último domingo (26) na Venezuela, que abriram espaço para a oposição no país, embora Chávez ainda mantenha mais de 90 cadeiras entre as 165 da Assembleia Nacional.
“Nós saudamos, com paz e emoção, que tenha ocorrido um processo democrático na Venezuela", disse Santos, ao se referir às eleições parlamentares, no encerramento do Congresso da Associação Colombiana de Indústrias de Micro, Pequenas e Médias Empresas (Collection). Dos 17,7 milhões de eleitores cadastrados para votar na Venezuela, mais de 66,4% foram às urnas. Como o voto não é obrigatório no país, as autoridades afirmaram que o percentual é considerado um recorde em comparação a eleições anteriores.
Logo depois que assumiu o governo, em 7 de agosto, Santos se reuniu com Chávez, na Venezuela, na busca por um acordo de paz entre os dois países. Os presidentes definiram a criação de grupos de trabalho para setores específicos – segurança, área social, economia e relações diplomáticas.
As negociações entre Santos e Chávez foram comemoradas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os demais presidentes da região. Havia um temor de que o agravamento da crise causada por suspeitas de que Chávez acobertasse a ação das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no território da Venezuela. O presidente venezuelano negou as acusações.
Para Santos, estão em processo de avanço as negociações sobre a renegociação das dívidas para os exportadores colombianos e medidas relativas a exportações para os dois países. "Quero anunciar que vamos mais longe [nas negociações com a Venezuela]. Em outubro, vamos atender de bom grado ao convite do presidente Chávez para ir até o território venezuelano”, disse Santos.
As informações são da Presidência da República da Colômbia. “Estamos trabalhando em um Acordo de Complementação Econômica para substituir as normas da Comunidade Andina, que perderá a validade em abril do próximo ano”, ressaltou Santos.
Fonte - DCI

Bolsas de Peru, Colômbia e Chile irão operar juntas a partir de novembro

As bolsas de valores de Lima, Colômbia e Santiago do Chile começarão a operar de maneira integrada a partir do dia 22 de novembro, informou hoje o presidente da bolsa limenha, Roberto Hoyle.
Hoyle explicou à agência oficial "Andina" que nesse dia começará a primeira etapa das operações, para permitir a integração dos mercados de renda variável e facilitar o acesso tecnológico dos intermediários estrangeiros ao mercado local.
Também precisou que as bolsas dos três países sul-americanos se manterão como entidades jurídicas funcionais e operativas, independentes em cada um de seus respectivos países.
"As empresas peruanas emissoras de valores se beneficiarão com o acesso a um mercado mais amplo que lhes permitirá aumentar a demanda de financiamento, captar o interesse de um maior número de investidores e, com isso, reduzir os custos de capital", destacou.
Com esta integração, as bolsas de Lima, Colômbia e Santiago se transformarão no primeiro mercado da América Latina em número de empresas listadas, com cerca de 560 emissores, o que permitirá superar as bolsas de Brasil e México.
Hoyle, que hoje realizou uma reunião de trabalho com o ministro de Transportes e Comunicações peruano, Enrique Cornejo, e empresários da Colômbia, disse que também se constituirão no terceiro destino de investimento por volume de negócios.
"A integração das bolsas é um passo importante para aumentar, tanto o atrativo dos investimentos, como a competitividade das empresas, já que o maior fluxo de capitais ajuda a uma maior competitividade", manifestou.
Fonte - EFE

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O chanceler do Equador, Ricardo Patiño, pede ao Congresso do Paraguai que aprove o documento constitutivo União das das Nações Sul-Americanas

O chanceler do Equador, Ricardo Patiño, visitou brevemente hoje para pedir ao Congresso do Paraguai que aprove prontamente o documento constitutivo da União das Nações Sul-Americanas (Unasul).
Patiño, cujo país presidente temporariamente a Unasul, lembrou que dos 12 países sul-americanos que assinaram o tratado, apenas sete o ratificaram, faltando ainda Brasil, Colômbia, Paraguai, Uruguai e Suriname.
O chanceler viajou a Assunção para fazer tal solicitação. Em sua reivindicação, ele argumentou a importância do acordo com o objetivo de depender menos dos Estados Unidos, porque "não se deve colocar todos os ovos na mesma cesta".
O presidente equatoriano, Rafael Correa, deve entregar a liderança do grupo no dia 26de novembro, transferindo-a ao Suriname. Por isso, Patiño se esforça para fazer com que todos os países ratifiquem a constituição do bloco.
Criada em 2008, a Unasul é integrada por 12 países da região. Até o momento, já ratificaram o tratado constitutivo os congressos de Argentina, Bolívia, Equador, Guiana, Peru e Venezuela.
Fonte - ANSA

Chile projeta investimento de US$ 150 bilhões para mineração na América Latina

Os investimentos projetados até 2015 em mineração na América Latina chegam a 150 bilhões de dólares, dos quais dois terços ficarão com Brasil e Chile, segundo um relatório divulgado nesta sexta-feira (27/9) pela estatal chilena Corfo (Corporação de Fomento da Produção).
O investimento projetado nesse setor no Chile para 2015 alcança 50 bilhões de dólares.
O estudo foi apresentado no 4º Fórum Internacional "Chile, oportunidade de investimento para provedores da mineração", organizado pela Corfo e que, até quarta-feira (29/9), congregará mais de 60 empresas internacionais junto a empreendedores chilenos.
Na abertura do seminário, o vice-presidente da Corfo, Hernán Cheyre, anunciou que no próximo ano serão destinados entre 40 e 60 milhões de dólares em capital de risco para fornecer fundos de investimento em prospecção mineradora.
O objetivo deste encontro é atrair companhias internacionais tecnológicas e provedores nacionais, assim como projetos de investimento em bens de capital críticos e estratégicos para a competitividade mineradora.
Fonte - EFE

Bolívia constrói novo duto para garantir envio de gás ao Brasil

A estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) constrói um duto alternativo, de quase 6 quilômetros, no cruzamento de um rio que enfrenta permanentes cheias, a fim de evitar futuras interrupções no envio de gás natural ao Brasil, informou a companhia nesta segunda-feira. A obra da nova tubulação está quase 70% concluída, disse a gerente da Gas Trans Boliviano (GTB), Katya Diederich, segundo um informe da YPFB.
Em 2007, a cheia do rio destruiu parte do gasoduto e forçou a suspensão dos envios de gás para o país vizinho. A YPFB projeta investimentos na obra até 2011 de cerca de US$ 30 milhões, através da GTB, encarregada das obras e cuja acionista majoritária é a estatal boliviana. Entre os sócios minoritários dessa empresa está a Petrobras.
O propósito da iniciativa é "garantir que, sob nenhuma circunstância, seja interrompido o volume de exportação de gás para o Brasil", disse a funcionária. Segundo o informe, trata-se de uma tubulação que irá por baixo do leito do Rio Grande, no departamento (Estado) de Santa Cruz. O gasoduto até o Brasil tem um diâmetro de 32 polegadas e envia entre 26 e 31 milhões de metros cúbicos diários de gás.
Fonte - Bem Paraná

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Venezuela comprará 10 petroleiros da Rússia, diz agência

A empresa estatal de navegação da Venezuela assinou um acordo para a compra de dez petroleiros Aframax da empresa russa United Shipbuilding Corp. (USC) no valor de US$ 700 milhões, informou a agência russa de notícias RIA Novosti, citando Igor Ryabov, porta-voz da USC.
"O acordo é para a entrega de dez navios para a Venezuela até 2016", disse Ryabov, segundo a agência.
Segundo a RIA Novosti, três petroleiros serão construídos em fábricas na Coreia do Sul pertencentes ao Grupo Daewoo e os demais serão construídos na Rússia, sob supervisão de engenheiros da Daewoo.
Fonte - Dow Jones.

Convocam Cúpula da UNASUL para 26 de novembro na Guiana

Equador, como presidente pró témpore da União de Nações Sul-americanas (UNASUL), propôs em Nova Iorque ao Conselho de Ministros de Relações Exteriores do bloco o dia 26 de novembro para uma Cúpula na Guiana.
O Ministro de Relações Exteriores, Comércio e Integração do Equador, Ricardo Patiño, informou ao Conselho os resultados de sua reunião com o chanceler da Guiana, Carolyn Rodrígues-Birkett, referente ao transferência da Presidência Pró Témpore a esse país.
Os chanceleres dos Estados Membros da UNASUL acolheram com beneplácito a proposta apresentada de celebrar a Reunião Ordinária do Conselho de Chefes de Estado no próximo dia 26 de novembro em Georgetown, Guiana.
Nessa Cúpula o presidente equatoriano, Rafael Correa, entregará à Guiana o mandato recebido no dia 10 de agosto de 2009 e renderá conta de seu trabalho no ano em que desempenhou a presidência rotativa do bloco.
O comunicado da chancelaria equatoriana destaca o desejo de ambas nações de trabalharem conjuntamente a coordenação das futuras reuniões.
Nas últimas semanas o governo do presidente Correa, tem empreendido uma ofensiva diplomata para chegar à culminação de seu mandato com a ratificação por nove países do Tratado Constitutivo, requisito para sua entrada em vigor.
Ainda quando até o momento só foi ratificado por sete dos 12 países: Argentina, Peru, Equador, Bolívia, Guiana, Venezuela e Chile, existe a possibilidade de que Colômbia, Uruguai e Paraguai o façam nas próximas semanas.
A ideia do Equador é entregar à Guiana a Presidência Pró Témpore da UNASUL com a maioria de países ratificados, a fim de que tenha vida jurídica, e conseguir que os restantes tenham ao menos uma folha de rota para isso.
Fonte - Prensa Latina