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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Se reduce en 75% la asignación de dólares para viajes

En el recorte de los dólares al tipo de cambio oficial para viajes a otros países influye toda una mezcla de factores. La pérdida de la capacidad de compra impacta el crédito al consumo.
Financiamiento con tarjetas de crédito cae 5,6%
A tomar en cuenta
Las estadísticas de Cadivi desnudan que en el primer semestre de este año los venezolanos recibieron una asignación de 449,1 millones de dólares para viajes al exterior, cifra que se traduce en un fuerte declive de 75% respecto a 1.814,5 millones aprobados en el mismo período de 2009.
En el recorte de los dólares al tipo de cambio oficial para viajes a otros países influye toda una mezcla de factores.
En primer término, Cadivi restringió la libertad de las personas para gastar el cupo de 3 mil dólares al año y entrega determinada cantidad dependiendo del destino y el tiempo que se vaya a estar fuera del país.
Al mismo tiempo, la devaluación aumentó el costo del dólar desde 2,15 bolívares hasta 4,30 bolívares y la inflación ha mermado el presupuesto familiar obligando a recortar gastos no prioritarios.
Menos consumo
La radiografía de la banca deja en evidencia la pérdida de ímpetu del consumo y señala que la economía, sumergida en recesión, aún no da muestras de comenzar a recuperarse.
Cifras de la Superintendencia de Bancos indican que el financiamiento a través de tarjetas de crédito se ubica en 24 mil 015 millones de bolívares al cierre del primer semestre, una magnitud que en contraste con el mismo lapso de 2009 y después de limpiar el efecto de la inflación, representa una caída de 5,6%.
Si bien en este descenso influye el recorte de dólares para viajes porque son asignados a través de tarjetas de crédito, ejecutivos financieros explican que el poder de compra ha caído y las familias comienzan a endeudarse menos.
Estadísticas del Banco Central de Venezuela reconocen que en 2009 el poder adquisitivo del salario retrocedió, en promedio, 6,2%.
"Los precios de bienes y servicios representativos del consumo de los hogares aumentaron en mayor proporción que los incrementos que recibieron los trabajadores durante el año", admite el Banco Central en su informe económico.
Los préstamos para vehículos, otro indicador clave de cómo marcha el consumo, tampoco permiten optimismo.
Al cierre del primer semestre suman 11 mil 150 millones de bolívares, que representan un desplome de 33%, después de ajustar por la inflación respecto al mismo lapso de 2009.
En el caso del financiamiento para vehículos intervienen tanto el descenso de la capacidad de compra del salario como la caída de la oferta de carros importados por las restricciones en la entrega de divisas.
La pérdida de impulso de la economía comienza a crearle problemas a las entidades financieras para cumplir con los préstamos que obligatoriamente debe entregar a la industria manufacturera.
La Superintendencia de Bancos indica que al cierre de junio los créditos otorgados a la manufactura representan 8,29% y deberían ubicarse en un mínimo de 10%.
Los problemas para el acceso a las divisas han impactado la producción de la industria nacional y disminuye la solicitud de financiamiento.
Fuente - Víctor Salmerón - El Universal

Argentina opta por moeda local para comprar do Brasil

As constantes pressões do governo argentino sobre o empresariado local resultou em negociações recordes por meio do Sistema de Moeda Local (SML), que elimina o dólar das operações de comércio exterior. De acordo com o Banco Central, o valor obtido em 224 operações de exportação foi de R$ 158 milhões. No mesmo mês do ano passado o valor apresentado foi de R$ 27 milhões.
Segundo empresários argentinos o secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, ordenou que as importações e exportações fossem em proporções iguais e que os alimentos do Brasil vão poder entrar no país, mas os importadores vão ter de usar o SML, para o intercâmbio comercial não prejudicar a economia interna argentina.
"O governo está preocupado com a grande quantidade de dólar na economia argentina e a desvalorização do peso frente ao dólar. O lado positivo é que temos o SML para comprar do Brasil", disse uma fonte argentina.
"Durante a reunião os empresários foram informados quanto à necessidade de proteger o mercado interno, elevar as exportações e deixar de importar produtos do exterior, qualquer que seja o país, mas comprar o necessário pelo SML. A pressão do governo é para que os empresários argentinos comprem mais caro ou mais barato, mas que seja de produtores locais, que ajudem a alavancar as vendas internas", disse com exclusividade ao DCI, Roberto Segatto, presidente da Associação Brasileira de Comércio Exterior (Abracex).
O setor de autopeças também recebeu a orientação de importar peças do Brasil usando o SML, criado em outubro de 2008 para eliminar o dólar das transações comerciais. Mas o Brasil não é o único a sofrer as barreiras. Tanto que o porta-voz da União Europeia, John Clancy, acusou a Argentina de aplicar medidas protecionistas e pediu que o governo "deixe imediatamente de bloquear" as importações europeias. "Estamos muito preocupados porque a situação atual está tendo um impacto negativo em algumas exportações de produtos comestíveis da UE", disse Clancy.
"O governo argentino não quer que o mercado esteja inundado de dólares. Para nós, não há problema porque não muda nada realizar as operações em pesos, reais ou dólares", disse Segatto.
Para o presidente da Associação das empresas de comércio internacional (AECI), Paulo Camurugi há outra razão, além da pressão do governo argentino.
"O recorde no mês também ocorre devido as facilidades dos importadores e dos exportadores pagar e receber, em suas respectivas moedas. Outra vantagem também é o benefício para o exportador brasileiro que contrata e recebe em reais e elimina o risco cambial e os custos de conversão", explica Camurugi.
"Houve um acordo entre os dois países para usar o SML, isso se deve a perda da importância do dólar, como referência monetária internacional, segundo ponto, evita despesas com conversões de moeda. Há uma variação do real para o dólar e do peso para o dólar, fica mais previsível os preços por meio do SML", acrescenta o professor da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite.
No ano as exportações do Brasil para Argentina pelo SML atingiu o montante de R$ 485,9 milhões no total de 1.347 operações. Enquanto as importações marcaram R$ 4 milhões e 19 operações comerciais. Em 2009, na análise do mesmo período, o valor das exportações foi de R$ 122,5 milhões em 308 operações. Já as importações marcaram R$ 1,2 milhões com 32 operações. "A tendência é de crescimento, pois cabe registrar, a respeito da exportação, o crescimento consistente da quantidade de operações e dos valores que ocorreu ao longo de pouco mais de um ano de entrada em funcionamento deste sistema de pagamentos", conclui Camurugi.

Fonte - DCI