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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Lugo reafirma necessidade de entrada da Venezuela no Mercosul

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, reafirmou neste sábado (26/6) a necessidade de que o congresso paraguaio, de maioria oposicionista, apoie a entrada da Venezuela no Mercosul. A aprovação em Assunção é a última que falta para integrar o país de Hugo Chávez ao bloco comercial.
A decisão ficou nas mãos do Paraguai depois que o congresso brasileiro aprovou o pedido, em dezembro. O protocolo de adesão foi assinado pelos governos de Brasil, Argentina e Uruguai em 2006.
Os políticos quem se opõem à entrada do país no bloco – inclusive o vice-presidente paraguaio, Federico Franco, que não oculta suas desavenças com Lugo – alegam que não aprovarão o pedido enquanto Chávez continuar no governo venezuelano. Lugo exortou os deputados a votar sem “preconceitos” contra uma pessoa, em alusão a seu colega venezuelano.
Após a eleição da nova mesa diretora do congresso paraguaio, o senador governista Carlos Filizzola detalhou que o tema da Venezuela não fazia parte do acordo entre os poderes executivo e o legislativo, mas assegurou que continuava negociando sobre o assunto.
A presidência do senado, com mandato de um ano a partir do 1º de julho, recaiu sobre Oscar González Daher, do Partido Colorado, primeira força da oposição e que nas eleições gerais de abril de 2008 perdeu uma hegemonia de 61 anos.
Daher, da facção colorada liderada pelo ex-presidente Nicanor Duarte, substitui Miguel Carrizosa, do minoritário Partido Pátria Querida (PPQ, direita), que desta vez foi afastado do acordo alcançado por legisladores próximos a Lugo, e outra frente oposicionista.

Fonte - América Latina

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Novo chanceler argentino prioriza relação com o Brasil

O novo ministro das Relações Exteriores da Argentina, Héctor Timerman, assumirá o cargo na próxima terça-feira (22), segundo informações divulgadas neste domingo (20) pelo governo. Ele disse que a prioridade é a relação com o Brasil. Timerman é o sucessor de Jorge Taiana que, na última sexta-feira, surpreendeu a Chancelaria e o governo com sua renúncia, após discussão por telefone com a presidente Cristina Kirchner. De acordo com assessores da chancelaria, Taiana queixava-se de não obter o apoio da Casa Rosada na condução da política externa argentina.
Ainda em Washington, onde era embaixador desde dezembro de 2007, Timerman deu entrevista a um jornal de Buenos Aires afirmando que as relações da Argentina com o Brasil são prioritárias para o governo. "Vamos continuar aprofundando essas relações, porque juntamente com o Brasil estamos construindo uma união baseada em forte coincidência de interesses, em posições comuns nos foros internacionais e na integração econômica do Mercosul".
O novo chanceler também afirmou que a Argentina é reconhecida como líder na América Latina no desenvolvimento da energia nuclear e que vai defender os interesses nacionais, incluindo a soberania sobre as Ilhas Malvinas. Ele também se referiu à participação da Argentina no G20. "Cansei de ouvir e de ler na imprensa que o país está ilhado, que iam nos expulsar do G20. Ao mesmo tempo, li e vi muito pouco, por parte da imprensa, que entre os membros do G20 há três países com superávit: Chile, Indonésia e Argentina".
Fonte - DCI

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Países amazônicos devem ter posição única sobre clima

Ao lado do presidente do Peru, Alan García, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira a construção de um discurso único pelos países amazônicos para ser apresentado na próxima reunião de cúpula sobre o combate ao aquecimento global.
Para ele, a iniciativa é necessária para evitar que os países ricos imponham barreiras ao crescimento dos países em desenvolvimento. A COP16 será realizada em Cancún, México, entre 29 de novembro e 10 de dezembro. É a conferência que se segue à COP15, ocorrida em Copenhague no final do ano passado.
"Os países amazônicos têm que construir um discurso único para chegar a Cancún em dezembro e fechar uma proposta", afirmou Lula a jornalistas em Manaus, cidade localizada no meio da Amazônia.
"Penso que nós precisamos fazer uma unidade de integração sul-americana e chegar na COP16 muito fortes para a gente aprovar uma política ambientalmente mais correta."
O presidente brasileiro argumentou que os países amazônicos precisam a ter cuidado com o discurso de alguns países ricos, que pretendem impedir a construção de usinas hidrelétricas na região como forma de incentivar a venda da tecnologia de geração de energia nuclear. Lula lembrou que as fontes alternativas a essas duas opções são ainda mais poluentes: as usinas térmicas a óleo ou carvão.
"A questão do clima tem que ser levada a sério e nós temos que fazer as coisas corretas, mas a gente não pode ficar à mercê dos discursos dos países que já desmataram tudo que tinham que desmatar, já ganharam tudo que tinham que ganhar, já estão ricos e agora não querem que a gente fique rico", acrescentou.
Na reunião de cúpula de Copenhague, o Brasil apresentou as metas de redução de emissão de gases estufa responsáveis pelo aquecimento. No geral, o encontro não atingiu plenamente seus objetivos.
Texto de Fernando Exman; Edição de Carmen Munari